- A Comissão Europeia diz que as alegações de fugas de informações da Hungria para a Rússia podem indicar que o governo magiar trabalha contra a segurança e os interesses da UE e dos seus cidadãos.
- A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, pretende levar a questão ao mais alto nível da liderança europeia, embora ainda não haja data definida.
- A polémica ocorre num contexto de ligações estreitas entre Budapeste e Moscovo, vistas por muitos como uma ameaça à segurança interna da UE.
- Relatos indicam que o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Péter Szijjártó, telefonou a Sergey Lavrov durante uma cimeira da UE para falar sobre sanções, com uma conversa gravada em dezembro de dois mil e vinte e três.
- Um grupo de eurodeputados pediu ao Parlamento Europeu que restrinja o acesso de alguns legisladores pró-russos a informações sensíveis, apontando riscos para a segurança da UE.
A Comissão Europeia quer levar ao mais alto nível a questão das alegadas fugas de informações da Hungria para a Rússia. Ursula von der Leyen pretende abordar o tema com os líderes da UE, após novas revelações difundidas por vários meios. O objetivo é esclarecer se há cooperação entre um Estado-membro e a Rússia que ponha em causa a segurança da UE.
As informações indicam que autoridades húngaras teriam contactado interlocutores russos durante debates sobre a adesão da Ucrânia à UE. A presidente da Comissão reage com firmeza e exige explicação urgente do governo húngaro. Não houve confirmação oficial de crimes, apenas a caracterização de riscos para o bloco.
Causa de fundo são ligações entre Budapeste e Moscovo que suscitam desconfianças entre os países europeus. A União teme que esses laços comprometam decisões coletivas e a integridade institucional. A situação ocorre numa fase delicada, com eleições na Hungria em 12 de abril.
A nova história aponta para uma conversa gravada de 14 de dezembro de 2023 entre Péter Szijjártó e Sergey Lavrov. Segundo os relatos, Lavrov encorajou o ministro a vetar uma decisão sobre o tema de sanções. A leitura pública aponta pressões sobre a posição húngara.
Paralelamente, Szijjártó terá discutido com Lavrov a possível retirada de nomes da lista de sanções da UE. O ministro não negou o conteúdo, descrevendo os relatos como tentativas de interferência nas eleições. A notícia compõe o conjunto de revelações feitas por múltiplas publicações.
Entretanto, Orbán mantém posição firme em questões europeias, nomeadamente a resistência a medidas que afetem a Ucrânia. A tensão no Conselho cresce à boleia do veto a empréstimo de 90 mil milhões de euros, conforme relatos recentes.
Um grupo de 10 eurodeputados enviou uma carta a Roberta Metsola solicitando restrições ao acesso a informações sensíveis por legisladores pró-russos. O documento sustenta que as fugas minam trabalho, confiança e segurança da União.
Contexto e impactos
As faltas de clareza alimentam preocupações entre estados-membros e instalam um debate sobre a cooperação sincera no bloco. A Comissão sublinha a necessidade de explicações rápidas para manter a integridade das decisões conjuntas.
Reações oficiais
Bruxelas tem tentado manter o perfil durante o período eleitoral na Hungria. A ideia é não alimentar retórica anti-UE nem anti-Ucrânia, ainda que o tema tenha impacto direto no equilíbrio regional.
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