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PGR votou contra modificar regras de concurso de procuradores e provoca greve

CSMP rejeita alterações às regras do concurso de procuradores; PGR vota contra, mantendo acumulação de áreas e greve marcada para 24 de abril

Ministério Público
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  • O Conselho Superior do Ministério Público rejeitou duas propostas para alterar as regras do concurso de colocação de procuradores, com votos contra do procurador-geral da República, Amadeu Guerra.
  • A primeira proposta visava impedir que procuradores das áreas de família e menores ou de trabalho acumulem outras áreas de trabalho.
  • A segunda proposta determinava que apenas procuradores com volume de trabalho abaixo do recomendado pudessem acumular processos em outras áreas.
  • As rejeições mantêm intactas as regras em vigor, tal como defendido pelo movimento sindical que já tinha anunciado greve para 24 de abril.
  • O projeto de regulamentação do concurso deve ficar concluído no próximo mês, mantendo-se a acumulação de áreas funcionais conforme as regras de 2025.

O Conselho Superior do Ministério Público rejeitou, na quarta-feira, duas propostas para alterar as regras do concurso de colocação de procuradores. A decisão manteve as regras atuais, com votos contrários também do procurador-geral da República, Amadeu Guerra.

As propostas visavam impedir que procuradores de áreas como família e menores ou de trabalho acumulem outros papéis, e, ainda, restringiam acumulações apenas a quem tivesse volume de trabalho abaixo do recomendado. Ambas foram rejeitadas no plenário.

A rejeição da primeira modula eco das declarações feitas pelo procurador-geral em junho do ano passado, quando admitiu rever a acumulação entre áreas. A segunda rejeição sugere que, na prática, as acumulações continuam permitidas, independentemente do volume de trabalho.

Greve anunciada pelo SMMP

O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público confirmou, em conferência de imprensa, uma greve para 24 de abril, em protesto contra a manutenção das regras definidas em 2025. O presidente Paulo Lona pediu coerência ao procurador-geral.

A greve é vista como pressão para que o CSMP revise conteúdos funcionais ampliados. O projeto de resolução aguarda conclusão no próximo mês, mantendo o movimento anual tal como está. A direção do SMMP sustenta que as mudanças fragilizam a especialização e aumentam a sobrecarga.

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