- A Ordem dos Médicos abriu um inquérito disciplinar a uma médica de Benavente, no distrito de Santarém, por alegadas práticas éticas graves relacionadas com reformas por invalidez.
- Alegadamente, a médica cobrava cerca de mil euros para viabilizar processos de reforma por invalidez, tendo conseguido reformar dezenas de trabalhadores da Carris.
- A denúncia foi revelada pela SIC, que aponta um esquema com verbas indevidas não declaradas para facilitar reformas por invalidez.
- A Ordem dos Médicos afirma que só atuará eticamente após a conclusão da investigação criminal e vai colaborar com o Ministério Público e outras entidades.
- A Carris comunicou ter identificado um crescimento anómalo nos processos de reforma por invalidez e apresentou queixa-crime junto do Ministério Público.
A Ordem dos Médicos abriu um inquérito disciplinar a uma médica de Benavente, no distrito de Santarém, por alegadamente receber verbas indevidas para viabilizar reformas por invalidez. A prática foi publicada pela SIC, que aponta cobranças de cerca de 1000 euros para facilitar processos, com dezenas de reformados na Carris.
A Ordem sustenta que os factos, se verdadeiros, configuram violação grave da ética e da deontologia médica. O bastonário, Carlos Cortes, aponta que usar o estatuto profissional para obter vantagens é inadmissível e quebra a confiança da sociedade na classe.
O Conselho Disciplinar do Sul abriu o processo nos termos do Estatuto da Ordem dos Médicos e vai investigar até ao fim. Enquanto decorre a investigação criminal, a OM reafirma disponibilidade para colaborar com o MP, Segurança Social e outras entidades.
Investigação e próximos passos
A Carris confirmou ter detetado um crescimento anormal nos processos de reforma por invalidez e apresentou queixa-crime junto do Ministério Público. O caso mantém-se em investigação, com a OM a defender que pareceres clínicos devem obedecer a critérios científicos.
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