- As bolsas recuam, com o índice pan-europeu STOXX 600 a desvalorizar cerca de 0,6%, enquanto o PSI de Lisboa está em território positivo.
- O preço do Brent subiu cerca de 3% pela manhã, para cerca de 97,61 dólares o barril, ainda abaixo dos 100 dólares.
- Persistem dúvidas sobre a força do cessar-fogo no Médio Oriente e sobre o possível bloqueio do estreito de Ormuz pelo Irão.
- Israel continua ataques no Líbano, alegando eliminação de militantes do Hezbollah; cerca de 200 mortos na sequência dos ataques, o que contribui para a instabilidade.
- O ouro registra leve queda hoje, mas mantém forte valorização face aos últimos 12 meses, enquanto as obrigações europeias sobem após recuo anterior.
O nervosismo no mercado global persiste após o cessar-fogo entre EUA, Irão e aliados ter mostrado fragilidade. Bolsas recuam, o petróleo reage em alta e o euro-dólar permanece sensível a novos desenvolvimentos. Em Portugal, o PSI-20 avança ligeiramente, contrariando a tendência europeia.
Até cerca das 9h30, as ações na Ásia e na Europa estavam em terreno negativo. O STOXX 600 caiu cerca de 0,6%, com Frankfurt e Paris a descerem 1,3% e 0,7%, respetivamente.
O petróleo Brent subia cerca de 3%, para 97,61 dólares por barril, ainda abaixo dos 100 dólares. A incerteza sobre o cessar-fogo e o possível bloqueio do estreito de Ormuz impendem sobre as perspetivas de oferta.
A violência na região mantém-se. Israel continua ataques no Líbano, com dezenas de mortos numa ofensiva atribuída ao Hezbollah. O Irão manteve o estreito fechado a navios, elevando a tensão para os mercados.
Analistas destacam volatilidade como fator dominante. Mantêm-se preocupações sobre a passagem de petroleiros pelo estreito, o que explica a recuperação parcial dos preços sem ultrapassar o patamar psicológico.
Na bolsa de Lisboa, o PSI-20 soma ganhos moderados, contrastando com quedas em Milão e Madrid. Por volta das 10h30, o principal índice lisboeta subia cerca de 0,4%.
As obrigações europeias também sobem, após forte recuo recente, influenciando custos de financiamento. O cenário continua dependente de evoluções diplomáticas na região.
O ouro regista ligeiro recuo, cerca de 0,5%, mas mantém valorização elevada nos últimos 12 meses, acima de 50%. O metal continua a servir como ativo de refúgio face à incerteza em mercados de ações e crédito.
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