- O vice-presidente dos EUA, JD Vance, qualificou o cessar-fogo com o Irão como frágil e pediu que Teerão negocie de boa-fé, alertando para consequências caso não o faça.
- Vance afirmou que o Presidente Donald Trump está impaciente por avançar e que os negociadores devem lidar com Teerão de boa-fé quando se reunirem em Islamabad, na sexta-feira.
- O vice-presidente discursou em Budapeste, numa conferência perante estudantes do Mathias Corvinus Collegium, para apoiar a campanha de Viktor Orbán às eleições.
- Segundo a CNN, Vance deverá participar nas negociações com o Irão, acompanhado pelo enviado especial para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e pelo genro de Trump, Jared Kushner.
- O cessar-fogo, de duas semanas, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz; no entanto, Kuwait e Emiratos Árabes Unidos disseram ter sofrido ataques aéreos iranianos durante o acordo.
O vice-presidente norte-americano JD Vance classificou o cessar-fogo com o Irão como frágil e pediu negociação de boa-fé, sob pena de mostrar que Donald Trump não é alguém com quem se brinque. A intervenção ocorreu durante uma conferência em Budapeste, diante de cerca de 200 estudantes.
Vance afirmou que o Presidente está impaciente por avançar e que, na reunião de Islamabad na sexta-feira, os negociadores deverão lidar com Teerão de boa-fé para poder chegar a um acordo. O vice-presidente anunciou que, se houver negociações sérias, há perspetivas, mas tudo depende dos iranianos.
Segundo a CNN, Vance deverá acompanhar as negociações com o Irão, juntamente com Steve Witkoff, o enviado especial para o Médio Oriente, e Jared Kushner, genro do Presidente. O objetivo é um acordo de paz que mantenha a trégua em vigor.
Vance advertiu que, em caso de fraude ou de tentativas de sabotar o acordo, os Estados Unidos mantêm poderio militar e diplomático, bem como uma alavanca económica significativa. A mensagem destina-se a assegurar o cumprimento do cessar-fogo.
Trump anunciou, na terça-feira, o acordo de cessar-fogo de duas semanas com o Irão pouco antes do prazo para não comprometer a civilização persa. O pacto prevê a reabertura do Estreito de Ormuz, vital para o fornecimento de energia global.
O estreito tinha ficado quase inacessível após ataques de países ocidentais contra o Irão, em 28 de fevereiro. O acordo entrou imediatamente em vigor, segundo as partes, mas o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos disseram ter sofrido ataques aéreos iranianos nesta quarta-feira.
Enquanto avançam as negociações, a situação permanece sensível, com relatos de circulação de navios e fluxos comerciais no Golfo sob supervisão internacional. Não houve, até ao momento, confirmação de novos desfechos.
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