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Segunda longa de Simão Cayatte revela o vadio já domesticado

Segunda longa de Cayatte acompanha o Barqueiro, ex-presidiário que se fixa no negócio da apanha e comércio de amêijoa em Setúbal

O Barqueiro é é um filme bem filmado, bem escrito, os actores são bem escolhidos
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  • Segunda longa de Simão Cayatte, intitulada O Barqueiro, acompanha um ex-prisionário envolvido no comércio semiesclarecido de amêijoa na região de Setúbal.
  • O enredo centra-se na relação entre o protagonista e o mundo do ganha-pão ligado à apanha e venda de amêijoa.
  • O filme sucede Vadio, a primeira longa de Cayatte, que se destacou pelo realismo dinâmico e pela forma como as atuações foram encenadas.
  • A obra é apresentada como um retrato de vida que mantém uma ligação estreita ao que o filme promete além da narrativa.
  • A linguagem do filme é descrita como direta, com foco na vida real dos personagens e no ambiente em que operam.

A segunda longa de Simão Cayatte, O Barqueiro, segue um ex-prisionário envolvido no negócio semiobscuro da apanha e do comércio de amêijoa na região de Setúbal.

O filme aposta num realismo dinâmico, com trabalho de câmara contido e atores em cena que conferem à obra uma vida própria, sem cair na mera formalidade narrativa.

Tratando de temas ligados a comunidades costeiras, a obra surge como continuidade da estreia Vadio, que também explorou a vida real de maneira não exageradamente codificada.

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