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Rede internacional de furtos em grandes superfícies lucra mais de 100 mil euros

Rede internacional de shoplifting acusada de 83 furtos, com mais de 100 mil euros, e apreensões de mais de dois quilos de ouro e 70 mil euros em numerário

Os arguidos vinham de propósito a Portugal para os furtos
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  • A rede internacional de shoplifting lucrou mais de 100 mil euros em 83 furtos cometidos entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, em território nacional.
  • Os 19 arguidos, oriundos da Europa de Leste, atuavam em grupos de três a quatro elementos, com funções definidas e comunicação por auriculares.
  • A investigação da GNR, em novembro do ano passado, levou ao desmantelamento da organização após 13 meses; seis homens e duas mulheres foram detidos e permanecem em prisão preventiva.
  • Os furtos tinham como alvo grandes superfícies, sobretudo em Lisboa, com destaque para ouro, bebidas alcoólicas, artigos de higiene e bens alimentares, que eram revendidos clandestinamente.
  • Foram apreendidos mais de 70 mil euros em numerário, dois quilos de ouro (valor superior a 250 mil euros) e milhares de artigos, com provas de 83 furtos qualificados; o Ministério Público pede afastamento do território e perda de instrumentos e vantagens.

A rede internacional de furto em estabelecimentos foi desmantelada pela GNR, após 13 meses de investigação. Ao todo, 83 furtos qualificados teriam rendido mais de 100 mil euros entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Os 19 arguidos são oriundos da Europa de Leste.

Os suspeitos viajavam para Portugal com o objetivo de furtar grandes superfícies, deslocando-se entre países conforme as oportunidades. Em Lisboa alojavam-se em hostels e atacavam em várias regiões do país, de norte a sul.

Os crimes eram praticados em pequenos grupos de três a quatro elementos, que se comunicavam por auriculares. Um grupo vigiava seguranças, enquanto outro retirava mercadoria com mochilas forradas a alumínio para iludir alarmes. A operação ficou conhecida como Mochila Mágica.

Investigação e detenções

A ação culminou em novembro do ano passado com a detenção de seis homens e duas mulheres, entre 19 e 65 anos, que permanecem em prisão preventiva. O grupo era dirigido por um padrão de rotação de membros para despistar as autoridades.

Durante a operação foram apreendidos mais de 70 mil euros em numerário, bem como saldos de contas bancárias na ordem de centenas de milhares de euros. Também se recolheram mais de dois quilos de ouro, valuados em mais de 250 mil euros, e milhares de artigos de higiene, bebidas alcoólicas e alimentos.

Apreensões e acusações

A acusação reuniu provas de 83 furtos entre 2024 e 2025, com rendimentos superiores a 100 mil euros para os arguidos. Cinco dos envolvidos respondem por mais de 70 crimes de recetação, enquanto todos os 19 enfrentam a acusação de associação criminosa.

O Ministério Público pediu a pena acessória de afastamento do território nacional para os estrangeiros e a perda a favor do Estado dos instrumentos, produtos e proveitos da atividade criminosa.

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