- Os preços do petróleo caíram mais de 15% após Donald Trump adiar o ultimato ao Irão e Teerão indicar disposição para um cessar-fogo temporário de duas semanas.
- Por volta de 00:15 GMT, o barril de West Texas Intermediate (WTI) desceu para 95,55 dólares, e o Brent recuou para 92,85 dólares.
- O cessar-fogo ficou ligado à reabertura do Estreito de Ormuz, conforme anunciado pelo Irão e confirmado pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros.
- Abbas Araghchi afirmou que, se os ataques contra o Irão cessarem, as forças iranianas irão cessar as operações defensivas, com passagem segura pelo estreito durante duas semanas.
- Analistas destacaram que o mercado reagiu positivamente, mas apenas uma retoma efetiva do tráfego no Estreito de Ormuz poderá assegurar a sustentabilidade da evolução.
O petróleo caiu mais de 15% e desceu abaixo de 100 dólares o barril após Donald Trump adiar o ultimato ao Irão e Teerão aceitar dialogar sobre um cessar-fogo permanente. As cotações responderam de imediato a estas novidades envolvendo Washington e Teerão, com o mercado a respirar aliviado pela possibilidade de desescalada.
Às 00:15 GMT, o WTI retrocedia 15,40%, para 95,55 dólares por barril. O Brent, referência global, recuava 15,03%, para 92,85 dólares. Os preços caíram abaixo de 100 dólares em duas matérias que os investidores interpretaram como sinais de abertura para uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz.
Trump anunciou numa rede social que aceitou suspender bombardeamentos e ataques ao Irão durante duas semanas, condicionando o cessar-fogo à reabertura do estreito. Abbas Araghchi confirmou negociações para pôr fim à guerra, com a passagem pelo Ormuz em foco, desde que os ataques contra o Irão cessem.
Araghchi também indicou que, se terminaram os ataques israelenses e norte-americanos, as forças iranianas cessarão operações defensivas. Aportou que, durante duas semanas, poderá ocorrer uma passagem segura pelo estreito, com coordenação entre as forças iranianas e limitações técnicas a considerar.
Reação do mercado
Investidores tinham aguardado medidas reais de desescalada há semanas, segundo analistas citados pela imprensa internacional. A queda dos preços refletiu o alívio inicial com a notícia de cessar-fogo condicional, mas permanece a cautela sobre a efetiva recuperação do tráfego no Estreito de Ormuz.
Analistas destacam que, para sustentar a operação, é necessária a reabertura visível do estrito estratégico, não bastando declarações diplomáticas. Vão acompanhar sinais de descompressão no tráfego para confirmar uma tendência de normalização.
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