- Lucrecia Martel estreia-se como realizadora de cinema com o filme Nossa Terra, que relata o assassinato de um activista indígena e o julgamento dos autores.
- A história acompanha o homicídio de Javier Chocobar, activista diaguita, ocorrida a 12 de outubro de 2009, perto de sua casa em El Chorro, Tucumán.
- O crime foi cometido por Darío Amín e pelos seus guarda-costas, ex-polícias Luis Humberto Gómez e José Valdivieso, em contexto de disputa pela terra entre a comunidade Chuschagasta e descendentes de colonos.
- O processo teve início em 2018, culminando na condenação de Amín (21 anos), Gómez (18) e Valdivieso (12).
- Dois anos depois, os três foram libertados enquanto a defesa recorria ao Supremo Tribunal de Justiça.
À quinta longa-metragem, a cineasta argentina Lucrecia Martel apresenta Nossa Terra, um relato que examina o assassinato de um activista indígena e o subsequente julgamento dos seus autores. O filme aborda o artifício da construção da verdade no cinema.
Em 12 de Outubro de 2009, Javier Chocobar, 68 anos, activista Diaguita, foi alvejado perto de casa, em El Chorro, Tucumán. O crime decorreu num clima de disputa por terras entre a comunidade Chuschagasta e descendentes de colonos.
O caso envolve Darío Amín e os seus guarda-costas, ex-polícias Luis Humberto Gómez e José Valdivieso. A controvérsia centrou-se na propriedade de terras circundantes e na expulsão ameaçada da comunidade.
O julgamento teve início em 2018. Amín recebeu 21 anos de prisão, Gómez 18, e Valdivieso 12. Ao fim de dois anos, os três foram libertados na sequência de um recurso apresentado pela defesa ao Supremo Tribunal de Justiça.
As autoridades não divulgaram novos detalhes do processo desde então. O filme de Martel utiliza o caso para explorar como narrativas legais e mediáticas moldam a perceção da verdade.
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