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Líder da oposição de Taiwan faz rara visita à China numa viagem pela paz

Líder da oposição de Taiwan inicia viagem de seis dias a Pequim, visando diálogo e paz, em meio a tensões com a China e antes da cimeira Xi-Trump

Nesta foto divulgada pelo Kuomintang, o líder do Kuomintang (KMT) de Taiwan, Cheng Li-wun, chega a Xangai, na China, terça-feira, 7 de abril de 2026
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  • A líder da oposição de Taiwan, Cheng Li-wun, chegou à China numa viagem de seis dias a Pequim para promover o diálogo e a paz.
  • A visita, feita a convite de Xi Jinping, antecede a cimeira entre Xi e o presidente dos EUA, Donald Trump, prevista para maio.
  • O parlamento de Taiwan, controlado pela oposição, bloqueou o orçamento especial de defesa de 40 mil milhões de dólares.
  • A China reivindica Taiwan como território seu e tem intensificado a pressão militar na região, enquanto os Estados Unidos pedem redução de tensões.
  • Ainda não está claro se Cheng vai reunir-se com Xi durante a deslocação; a visita contrasta com o tratamento dado ao presidente taiwanês Lai Ching-te.

O líder da oposição de Taiwan, Cheng Li-wun, iniciou uma viagem de seis dias à China continental, com o objetivo de promover o diálogo e a paz. A deslocação acontece numa altura de tensões regionais crescentes e antes da cimeira esperada entre Xi Jinping e Donald Trump.

Cheng chegou a Pequim na terça-feira, a convite de Xi Jinping, num que a oposição descreve como uma viagem pela paz. A visita marca o regresso de um líder opositor taiwanês à China após uma década.

Antes de partir, o presidente do Kuomintang explicou que Taiwan deve evitar a guerra e aproveitar oportunidades de diálogo. A deslocação começa em Xangai e deverá terminar em Pequim.

Contexto regional e implicações

A China insiste na reclamação de Taiwan como seu território e não exclui o uso da força para a reunificação. Pequim tem aumentado a pressão militar, com exercícios perto da ilha e envio regular de aviões e navios.

O Departamento de Estado dos EUA comentou que as provocações militares elevam as tensões e pediu a redução da pressão. Além disso, a venda de armas norte-americanas a Taiwan continua a ser tema de debate.

Reação interna em Taiwan

O parlamento, controlado pela oposição, bloqueou temporariamente um orçamento de defesa de 40 mil milhões de dólares para reforçar capacidades militares com os EUA. A decisão gerou debates sobre prioridade orçamental.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês reiterou que as relações com Taiwan são internas da China. A China mantém o pé firme na posição de não reconhecer Taiwan como estado independente.

O que está em jogo

Não está claro se Cheng irá encontrar-se com Xi durante a estadia. A visita ocorre num momento de forte vigilância internacional sobre as dinâmicas entre Taiwan, China e os EUA.

Enquanto isso, a China continua a exigir que Taiwan permaneça sob o seu controlo, mantendo o status prévio desde 1949, ano da separação entre as autoridades de Pequim e Taipé.

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