- A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deu aval à demolição de dois pisos do Edifício Transparente (ET), situado na união do Parque da Cidade com o mar.
- O Edifício Transparente foi desenhado pelo arquiteto catalão Manuel de Solà-Morales.
- Arquitetos que participaram na construção e na requalificação do edifício questionam a decisão de demolição.
- Nuno Monteiro sustenta que uma obra não deve ser demolida apenas por ser considerada feia.
- Carlos Prata, responsável pela requalificação, vê a decisão como sinal de provincianismo ao desvalorizar o trabalho de um arquiteto de renome.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) aprovou a demolição de dois pisos do Edifício Transparente, no Porto, situado na ligação entre o Parque da Cidade e o mar. A intervenção insere-se num processo de requalificação do imóvel desenhado por Solà-Morales.
Arquitetos diretamente envolvidos com a construção e com a requalificação contestam a decisão. Nuno Monteiro defende que uma obra não deve ser demolida apenas por uma avaliação estética. Carlos Prata, responsável pela requalificação, chama o gesto de provincianismo ao desvalorizar o trabalho do arquiteto.
O Edifício Transparente foi criado pelo arquiteto catalão Manuel de Solà-Morales e tornou-se símbolo da frente marítima. A demolição de parte da estrutura acompanha uma intervenção mais ampla no âmbito da valorização do espaço junto ao oceano, não sendo especificados prazos ou custos.
Os profissionais envolvidos no processo comunicam que a decisão é passível de questionamento, destacando a relevância histórica do projeto. Não foram apresentadas informações adicionais sobre impactos no acesso público ou no cronograma de obras.
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