- Novos áudios mostram que a Red Eléctrica sabia em janeiro, três meses antes do apagão de abril de dois mil e vinte e cinco, que havia alto risco de crise no sistema.
- As conversas entre empresas elétricas privadas e a operadora indicam que o excesso de solar (fotovoltaico) e a falta de energia nuclear e de gás contribuíram para oscilações de tensão.
- Em trinta e um de janeiro, a rede elétrica espanhola sofreu uma sobrecarga severa; a Endesa avisou que algumas unidades na central nuclear de Ascó quase desligaram.
- Os técnicos classificaram o episódio como muito grave e disseram que seria preciso analisar o que aconteceu; destacaram que a solar não tem inércia como a eólica.
- A presidente Beatriz Corredor negou falhas da empresa, mas as gravações sugerem que era necessário mais geração térmica para estabilizar o sistema; aponta-se para substituição de centrais por solar por motivos de preço.
Os novos áudios, revelados 20 dias antes de completar um ano, indicam que a Red Eléctrica sabia, já em janeiro de 2025, de falhas no sistema que podia levar a uma crise. O incidente ocorreu em Portugal e Espanha, em abril de 2025.
Entre as conversas, técnicos da operadora apontam excesso de energia solar e a falta de energia nuclear e de gás como fatores que geraram oscilações de tensão associadas ao apagão. A análise previa o risco de falhas graves no sistema.
A 31 de janeiro, a rede espanhola sofreu uma sobrecarga que ativou alarmes de empresas privadas. Durante uma chamada para o centro de controlo da Red Eléctrica, a Endesa avisou que algumas unidades da central nuclear Ascó quase desligaram, o que agravaria o desequilíbrio.
Revelações e implicações
No centro de controlo, técnicos descreveram a situação como uma oscilação muito acentuada e planeavam um relatório interno sobre o ocorrido. A presidente Beatriz Corredor nega repetidamente falhas da operadora, afirmando que mais energia térmica não teria evitado o apagão.
As novas gravações contradizem esse discurso, já que especialistas indicaram que a falta de unidades de geração acopladas, substituídas por soluções fotovoltaicas por motivos de custo, contribuiu para o desequilíbrio. A gestão da matriz energética, decidida por leilão, foi apresentada como fator decisivo para aquele dia.
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