- Em Maputo, o escritor moçambicano Mia Couto participou numa conferência recente.
- Disse que o problema não é proclamarem valores que não foram cumpridos no passado, mas o que sucede quando esses valores regressam no presente como exigência moral.
- Afirmou que as palavras não são o mais importante; servem sobretudo para tornar visíveis os contornos da realidade.
- Comparou as palavras a roupa: não são o corpo, mas permitem ver a sua forma.
Numa conferência recente em Maputo, o escritor moçambicano Mia Couto abordou o papel das palavras. Segundo ele, as palavras não são o essencial, servem para tornar visíveis os contornos da realidade, tal como a roupa revela a forma sem ser o corpo.
Couto explicou que o problema não está em ter proclamado valores no passado que não foram cumpridos, mas no que sucede quando esses valores regressam hoje como uma exigência moral.
A intervenção ocorreu num evento em Maputo, destacando-se a ideia de que a linguagem ajuda a moldar a percepção pública. A reflexão oferece uma leitura sobre como a comunicação pode expor a realidade, sem ser o próprio conteúdo.
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