- O trabalhador humanitário português Joseph Figueira Martin foi sequestrado por mercenários do grupo Wagner na República Centro-Africana há quase dois anos.
- Nesta terça-feira foi libertado e já seguia a bordo de um avião da Força Aérea Portuguesa, com chegada prevista a Lisboa ainda hoje à noite.
- O rapto ocorreu em Zémio, a 26 de maio de 2024; foi torturado e mantido na prisão militar Camp de Roux, em Bangui, sem data de audiência definida.
- A justiça centro-africana condenou-o a dez anos de trabalhos forçados, em 4 de novembro de 2025, por conspiração criminosa e tentativa de minar a segurança do Estado. Era acusado de conspiração, espionagem e incitamento ao ódio por contactos com grupos armados em Haut-Mbomou, onde trabalhava para a ONG Family Health International 360 (FHI 360).
- O caso foi discutido no Parlamento Europeu a 14 de janeiro de 2026, com a sugestão de uma missão diplomática que não chegou a realizar-se.
Joseph Figueira Martin, trabalhador humanitário, foi libertado na terça-feira depois de quase dois anos em cativeiro na República Centro-Africana, possivelmente já a bordo de um avião da Força Aérea Portuguesa com destino a Lisboa.
O sequestro ocorreu em Zémio, no Sudeste da RCA, a 26 de maio de 2024. O grupo Wagner, mercenários russos, terá mantido o luso-belga sob controlo durante o período, incluindo tortura, conforme relatado por fontes próximas do processo.
Após a libertação, o sobrevivente foi entregue às autoridades centro-africanas. Foi mantido em Camp de Roux, a prisão militar de Bangui, aguardando audiência ainda sem data marcada e com provas alegadamente reunidas contra si.
A 4 de novembro de 2025, a justiça centro-africana condenou-o a dez anos de trabalhos forçados por conspiração criminosa e tentativa de minar a segurança do Estado. A 14 de janeiro de 2026, o caso foi discutido no Parlamento Europeu em sessão extraordinária.
Contexto e desdobramentos
A reunião no PE, promovida pela Assembleia Parlamentar África-UE, discutiu a possibilidade de uma missão diplomática para apurar as condições de detenção, mas a iniciativa não chegou a avançar. A situação manteve-se sob escrutínio internacional. Fontes próximas do processo confirmam a libertação.
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