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Egito descobre gás no mar em momento crítico da guerra com o Irão

Descoberta de gás na bacia Temsah pode aliviar a fatura de importação de energia do Egito, em contexto de guerra com o Irão que eleva custos

ARQUIVO - O terminal petrolífero offshore Bouri da Eni é visto ao largo da costa líbia, no mar Mediterrâneo, em 1 de agosto de 2015
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  • ENI e o Egito anunciaram uma importante descoberta de gás no campo Temsah, no Mediterrâneo Oriental, com estimativas de cerca de 2 biliões de pés cúbicos de gás e 130 milhões de barris de condensados.
  • O poço Denise W 1 está a ser preparado para testes; após essa fase, serão perfurados mais poços e construída uma plataforma de produção offshore.
  • A concessão Temsah fica a setenta quilómetros da costa, com Denise W 1 em noventa e cinco metros de água, a menos de dez quilómetros de infraestruturas existentes; a exploração é operada pela Petrobel, com participação igual da ENI (cinquenta por cento) e da BP (cinquenta por cento).
  • A descoberta ocorre num contexto de perturbação dos fornecimentos de gás ao Egito devido à guerra com o Irã, que também afeta as importações de energia a partir de Qatar e de Israel.
  • O primeiro-ministro Mostafa Madbouly mencionou que a fatura de importação de gás quase triplicou, passando de setecentos e cinquenta milhões de dólares para 1,65 mil milhões de dólares por mês, e há expectativa de fortalecer a produção interna.

A ENI e o Egito anunciaram uma descoberta de gás natural no Mediterrâneo Oriental, numa altura em que a guerra com o Irão eleva os custos de energia. O campo Temsah, a 70 km da costa egípcia, aponta para reservas significativas. O poço Denise W está a ser preparado para testes, com futura produção offshore.

Estimativas preliminares apontam para cerca de 2 biliões de pés cúbicos de gás, acompanhados de 130 milhões de barris de condensados de petróleo, segundo o Ministério do Petróleo egípcio. A obtenção fortalece o esforço de reforçar a produção interna.

O consórcio envolve a ENI em 50% e a BP na outra metade, por meio da joint venture Petrobel. A área situa-se a 95 metros de água, com operações previstas para avançar após a conclusão dos testes.

Contexto energético no Egito

A descoberta chega num momento crítico, face à perturbação de fornecimentos vindos do Qatar e de Israel, agravada pela guerra com o Irão. O Governo tem promovido poupanças de energia, incluindo restrições a empresas e ajustes de preços de combustível.

O primeiro-ministro afirmou que a fatura de importação de gás quase triplicou, passando de 560 milhões para 1,65 mil milhões de dólares mensais. A produção terá de crescer rapidamente para aliviar a crise.

A descoberta recorda o campo Zohr, em 2015, que despertou grandes expectativas de autossuficiência energética para o Egito. Desde então, o país tem apostado também em atuar como centro de processamento e trânsito de gás pela região.

O contributo de Temsah dependerá da rapidez de entrada em produção e da duração da escalada de conflitos. Ainda não há data anunciada para a entrada em operação do campo Denise W.

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