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EAU dizem que cessar-fogo não resolve guerra com o Irão e não confiam em Teerão

EAU dizem que cessar-fogo não basta frente ao Irão; defendem arquitetura de segurança regional e garantia de navegação no Estreito de Ormuz com cooperação internacional

ARQUIVO: Anwar Gargash, alto funcionário dos Emirados, participa na Cimeira Mundial dos Governos na Dubai Expo 2020, no Dubai, Emirados Árabes Unidos, 29 de março de 2022
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  • Os Emirados Árabes Unidos afirmam que um cessar-fogo com o Irão não é suficiente e defendem uma arquitetura de segurança regional duradoura, incluindo a proteção da navegação no Estreito de Ormuz.
  • O conselheiro diplomático Anwar Gargash disse que não há confiança no regime iraniano e que qualquer solução deve abordar questões estruturais como nuclear, mísseis e drones, envolvendo os vizinhos do Irão.
  • Os EAU não pretendem atuar como força marítima isolada, mas têm disponibilidade para se juntar a esforços internacionais ou liderados pelos EUA para garantir a navegação no Ormuz.
  • O Estreito de Ormuz é visto como crítico para o comércio mundial e não pode ser refém de nenhum país; qualquer acordo deve incluir a segurança marítima e o desbloqueio do estreito.
  • Além dos EUA, os EAU destacam o apoio internacional, nomeadamente da França, e asseguram que vão regressar mais fortes, reforçando alianças de segurança e uma resposta coletiva aos riscos regionais.

Os Emirados Árabes Unidos consideram que um cessar-fogo com o Irão não basta para resolver o conflito regional. Em entrevista à Euronews, Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos EAU, defendeu uma arquitetura de segurança regional duradoura para além de qualquer pausa militar.

Segundo Gargash, a segurança do Golfo depende de um quadro abrangente que inclua sistemas de armas, conduta entre estados vizinhos e garantias para a navegação no Estreito de Ormuz. Os EAU não pretendem atuar como força marítima, mas irão aderir a esforços internacionais liderados pelos EUA para assegurar a passagem.

O diplomata apontou que qualquer solução passa pela participação de vizinhos atacados pelo regime de Teerão no último mês, reconhecendo que os EAU suportaram grande parte dos ataques com mísseis e drones. A posição desejada envolve também questões nucleares, de mísseis e de drones.

Segurança regional e Estreito de Ormuz

Gargash explicou que a resolução do conflito não pode deixar de lado riscos estruturais, evitando uma simples pausa nas hostilidades. A defesa de um acordo duradouro exige um mecanismo de segurança estável para a navegação no Estreito de Ormuz, elemento crucial para o comércio mundial.

O conselheiro reiterou que o objetivo é uma via diplomática que inclua os vizinhos do Irão, de forma a impedir a escalada e a criar condições estáveis para a região. O papel de aliados, especialmente os Estados Unidos, foi destacado como fundamental para a defesa aérea e para a cooperação em segurança.

Relação com o Irão e condições para um acordo

Entre as exigências está a necessidade de tratar de todas as questões de beligerância que envolvem o Irão, não apenas as ações contra os EUA e Israel. Gargash indicou que qualquer acordo deve também contemplar reparações para os países vizinhos afetados.

As implicações geopolíticas apontadas apontam para uma possível reconfiguração de alianças, com maior peso para a influência de Israel na região. Os EAU afirmam que a parceria com os EUA permanece firme e eficaz para a defesa dos seus interesses.

Apoio internacional e papel dos Emirados

Além dos EUA, Gargash destacou o reconhecimento e apoio internacional recebido, incluindo a França, que foi descrita como parceira constante. O país sinaliza disponibilidade para atuar dentro de um quadro de coalizão mais alargado, sem assumir o papel de força marítima singular.

Os EAU afirmaram que o Estreito de Ormuz não pode depender de um único país e que a segurança marítima deve integrar qualquer acordo diplomático mais amplo. A posição dos Emirados, segundo Gargash, fortalece a resiliência e a capacidade de resposta do país frente à crise.

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