- A Sérvia abriu uma investigação à sabotagem do gasoduto Balkan Stream, perto de Kanjiža, onde foram encontrados dois grandes pacotes de explosivos com detonadores dentro de mochilas.
- O presidente Aleksandar Vučić disse ter avisado o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que convocou uma reunião de segurança nesse dia.
- O chefe da agência de segurança militar (VBA), Đuro Jovanić, afirmou que a suspeita recai sobre “uma pessoa de um grupo de migrantes” com treino militar; a investigação pode durar dias ou meses.
- Jovanić disse que os serviços secretos alertaram Belgrado, durante meses, de possíveis perigos às infraestruturas de gás, mas o governo mostrou ceticismo.
- A situação ganhou leitura internacional: Orbán sugeriu envolvimento da Ucrânia, Kyiv negou, e Moscovo apontou para a Ucrânia como provável autora.
A Sérvia abriu uma investigação sobre a tentativa de sabotar o gasoduto Balkan Stream, perto de Kanjiža, no norte do país. Dois pacotes de explosivos com detonadores foram encontrados dentro de mochilas, a alguns centenas de metros da infraestrutura. O incidente ocorreu num contexto de ligação entre a Rússia, a Sérvia e a Hungria, durante a manhã de domingo.
A investigação envolve a agência de segurança militar VBA. O chefe Đuro Jovanić afirmou que o suspeito é uma pessoa de um grupo de migrantes com treino militar. Vučić informou que avisou o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que convocou uma reunião de segurança nesse dia.
Segundo Jovanić, os serviços secretos sérvios tinham alertado Belgrado, durante meses, para o risco de sabotagem nas infraestruturas de gás, mas o alerta foi recebido com ceticismo. O responsável indicou que o suspeito dever ser detido, e que o processo pode durar dias ou meses.
Reacções internacionais
Orbán insinuou possível envolvimento da Ucrânia, sem apresentar provas formais, alegando que a Ucrânia tenta cortar o acesso da Europa à energia russa. Kiev rejeitou as acusações, assegurando que não tem qualquer envolvimento. Moscovo também sugeriu que Kiev é o provável responsável, numa posição expressa pelo porta-voz do Kremlin.
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