- Morreu esta madrugada, aos 87 anos, o maestro Álvaro Cassuto, na sua casa no Guincho, Cascais.
- A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, descreveu Cassuto como referência maior da cultura e destacou a sua excelência musical e o legado artístico.
- Cassuto fundou a Nova Filarmonia Portuguesa e deixou uma discografia vasta, incluindo a integral das Sinfonias de Joly Braga Santos.
- Nascido no Porto a 17 de novembro de 1938, estudou com Artur Santos e Fernando Lopes-Graça e frequentou Darmstadt em 1960.
- Ao longo da carreira dirigiu várias orquestras nacionais e internacionais, incluindo a Orquestra Gulbenkian e a Orquestra Sinfónica da Radiodifusão Portuguesa, e foi distinguido com o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada em 2009.
A ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes, enalteceu o maestro Álvaro Cassuto, descrevendo-o como um nome incontornável da cultura e referência da história de várias orquestras nacionais e internacionais. Cassuto morreu esta segunda-feira, aos 87 anos, em casa, no Guincho, Cascais.
A governante destacou a discografia do maestro e o legado artístico que deixa. A mensagem foi publicada nas redes sociais da ministra, sem entrar em detalhes pessoais, apenas reforçando a importância de Cassuto para a música portuguesa.
Álvaro Cassuto fundou a Nova Filarmonia Portuguesa e colaborou com diversas formações nacionais e internacionais. A sua carreira gravita em torno de uma extensa discografia, incluindo a integral das Sinfonias de Joly Braga Santos.
Trajetória
Nascido no Porto, a 17 de novembro de 1938, Cassuto estudou com Artur Santos e Fernando Lopes-Graça. Frequentou Darmstadt em 1960, onde contactou com Stockhausen, Ligeti e Messiaen, moldando o seu repertório e visão artística.
Aperfeiçoou-se na direção de orquestra com Pedro Freitas Branco e, mais tarde, com Herbert von Karajan, em Berlim. Em 1961 estreou-se à frente da Orquestra do Porto, aos 22 anos, dando início a uma carreira que incluiu cargos na Orquestra Gulbenkian.
Durante quase duas décadas, Cassuto viveu nos Estados Unidos, onde leccionou como professor universitário. Enquanto isso, manteve funções em Portugal como maestro-diretor da Radiodifusão Portuguesa entre 1975 e 1990.
Reconhecimentos
De regresso a Portugal, em 1988, fundou a Nova Filarmonia Portuguesa. Em 1993 foi convidado a integrar a Orquestra Sinfónica Portuguesa e, em 2002, criou a Orquestra do Algarve. Entre 2004 e 2008 esteve à frente da Orquestra Metropolitana de Lisboa e, entre 2010 e 2013, dirigiu a Orquestra de Bari, em Itália.
Cassuto atuou como maestro convidado em várias orquestras internacionais. Em 2009 recebeu o grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada. Morreu aos 87 anos, deixando um legado relevante para a música clássica portuguesa.
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