- A 21.ª Queima do Judas de Vila do Conde realiza-se amanhã, no Centro de Memória, às 22h30, com um espetáculo de teatro comunitário que envolve duas centenas de participantes, com idades entre cinco e setenta anos.
- Este ano a celebração presta homenagem à pintora Isabel Lhano, falecida há pouco mais de dois anos.
- O evento, organizado pela associação cultural Nuvem Voadora, junta teatro, dança, música, artes plásticas e circo, encerrando com a leitura do testamento do Judas.
- O diretor artístico, Pedro Correia, explica que a homenagem tem o objetivo de manter vivo o legado de Isabel, ligado ao inconformismo, à liberdade e à justiça.
- Acompanhando a diversidade do elenco, há participação de artistas internacionais, como João Labriola, brasileiro que vive em Portugal há seis anos, e de jovens como Madalena, de nove anos, que já integra a edição anual e aprendeu sobre Isabel.
A 21.ª Queima do Judas de Vila do Conde acontece amanhã, reunindo cerca de 200 pessoas de várias idades, entre os 5 e os 70 anos. O espetáculo acontece nos jardins do Centro de Memória da cidade, com a participação de artistas locais, nacionais e imigrantes. A encenação é de cariz comunitário, com encenação ao ar livre e elementos de teatro, dança, música, artes plásticas e circo.
O evento, organizado pela Nuvem Voadora – Associação Cultural, presta homenagem a Isabel Lhano, pintora, feminista e ativista que faleceu há pouco mais de dois anos. Este ano, a obra celebra o legado da artista através de uma leitura artística que encerra com o testamento simbólico do Judas, numa sátira aos riscos e problemas do concelho.
Pedro Correia, diretor artístico do espetáculo, afirma que o objetivo é manter viva a energia de Isabel. A ideia passa pelo inconformismo, pela defesa da liberdade e pela justiça, temas que a obra procura traduzir através do encontro entre gerações e comunidades locais.
Homenagem a Isabel Lhano
A quadra de Vila do Conde transforma-se numa sala de espetáculo a céu aberto. O elenco é composto por voluntários, familiares e amigos da artista, além de novos artistas que entram pela primeira vez. A produção associa arte performativa a mensagens de inclusão e cidadania.
João Labriola, brasileiro a residir em Portugal há seis anos, participa como estátua que se liberta, integrando o núcleo de encenação. Conta já com mais de um mês de ensaios e descreve o processo como uma experiência enriquecedora e de integração cultural.
Entre os mais jovens está Madalena, de nove anos, que participa pela primeira vez. Este ano, a história ensinou-lhe sobre Isabel e o livro de pinturas da artista ganhou uma nova importância para a família. A participação já faz parte da rotina da menina.
A continuidade da Queima do Judas, sublinha a organização, depende do envolvimento contínuo de jovens, famílias e comunidades locais. O objetivo é manter vivo o legado artístico e social da artista, estimulando novas gerações a participar.
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