- O secretário de Defesa, Pete Hegseth, demitiu o chefe do Estado-Major do Exército, general Randy George, numa curta chamada na última quinta-feira — uma decisão inédita em tempo de guerra no Médio Oriente.
- George assumiu em 2023 e, apesar de ter ainda mais de um ano no mandato, foi afastado sem divulgação de razões oficiais.
- A imprensa aponta Christopher LaNeve, atual vice-chefe do Estado-Maior do Exército, como provável substituto, embora ainda não haja anúncio formal.
- A demissão faz parte de uma série de afastamentos de altos dirigentes militares desde o início do mandato de Trump, acompanhados por críticas a promoções bloqueadas pelo secretário.
- O episódio ocorre num momento de maior presença dos EUA no Médio Oriente e de tensões com o Irão, num contexto de reconfiguração da liderança militar.
O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afastou o chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, numa chamada rápida na tarde da última quinta-feira. A demissão foi anunciada sem explicações formais, num gesto inédito em contexto de operações no Médio Oriente.
George, veterano de missões no Iraque e no Afeganistão, era chefe do Estado-Mior do Exército desde 2023 e tinha mais de um ano de mandato pela frente. O anúncio não indicou o substituto oficial.
Segundo várias fontes, a medida integra um confronto entre o secretário de Defesa e a liderança militar, com críticas à lealdade ao Presidente Trump e a questões de promoção de oficiais. A demissão ocorre num momento de tensões na administração.
De forma paralela, outros militares de topo do Exército já tinham sido afastados desde o início do mandato de Trump, com poucos detalhes sobre os motivos, alimentando perceções de rupturas entre a administração e a hierarquia.
Não está claro se New York Times, Washington Post e CBS confirmam nomes de substitutos, mas fontes sugerem que o general Christopher LaNeve, atual vice-chefe do Estado-Maior, é o favorito para assumir o posto.
Além de George, o Exército viu a saída de Hodne, que liderava a modernização, e de William Green Jr, o capelão-chefe, num conjunto de mudanças discutidas como parte de uma reconfiguração da liderança militar.
A demissão ocorre num momento de reforço da presença norte-americana no Médio Oriente, com operações lideradas majoritariamente pela Marinha e pela Força Aérea, e com envio de tropas do Exército à região.
No mesmo dia, o ex-presidente Trump anunciou a demissão de Pam Bondi, procuradora-geral dos EUA, reforçando uma sequência de decisões administrativas controvérsias associadas à sua governação.
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