- A China exige que refinarias privadas mantenham a produção nos níveis de 2025, “a todo o custo”, para assegurar o abastecimento interno face à crise no Médio Oriente.
- Quem reduzir a utilização ou produção pode enfrentar cortes nas quotas de importação de petróleo nos próximos anos, segundo fontes citadas pela Bloomberg.
- A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma reuniu-se com executivos para transmitir a prioridade de manter o combustível doméstico, mesmo com prejuízos.
- As refinarias independentes têm sido mais afetadas pela dependência de petróleo adquirido com desconto de países como Irão, Rússia e Venezuela; as moratórias dos EUA sobre sanções eliminaram parte desses descontos.
- Dados da consultora JLC International mostram a utilização das refinarias privadas a menos de 63% da capacidade, com margens de refinação as piores desde 2024, em contexto de subida dos preços devido ao bloqueio do estreito de Ormuz.
A China pediu às refinarias privadas do país que mantenham os níveis de produção de 2025 “a todo o custo”, em resposta ao impacto da crise no Médio Oriente. A medida foi publicada pela Bloomberg, com fontes anónimas.
Segundo as informações, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma reuniu-se com executivos de várias empresas para transmitir a prioridade de garantir o abastecimento interno de combustíveis, mesmo com prejuízos potenciais.
Quem está envolvido: refinarias privadas chinesas e o órgão regulador. A reunião contou com representantes das empresas do sector, que atuam fora do controlo direto do Estado.
Quando e onde: a acontecer nesta sexta-feira, segundo a Bloomberg, em Pequim, na China. A reunião ocorreu em contexto de instabilidade geopolítica regional que afeta o petróleo.
Porquê: reduzirem a utilização e produção pode resultar em cortes nas quotas de importação de petróleo nos próximos anos, conforme as fontes. A meta é evitar desabastecimento interno.
As refinarias independentes têm sido mais impactadas pela dependência de petróleo com desconto de países como Irão, Rússia e Venezuela. As moratórias dos EUA reduziram descontos para estas refinarias.
Dados recentes indicam que as refinarias privadas chinesas reduziram a utilização para menos de 63% da capacidade, o menor nível desde agosto. As margens de refinação também atingiram o pior patamar desde 2024.
A China também enfrenta o encarecimento de combustíveis, agravado pelo bloqueio efetivo do estreito de Ormuz, que dificulta o fluxo de cerca de 45% do petróleo que importa. Reguladores já atuam para mitigar o impacto aos consumidores.
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