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Diretor de funerária entrega cinzas erradas e impede enterro de 30 corpos

Antigo diretor de funerária admite culpa por impedir enterro legal de trinta corpos e entregar cinzas erradas, com pena de prisão esperada

Robert Bush
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  • Robert Bush, de 48 anos, declarou-se culpado de impedir o enterro legal de 30 corpos encontrados na Legacy Funeral Home, em Hull, Reino Unido.
  • Já tinha admitido entregar cinzas erradas a famílias, mentir sobre os restos mortais e desviar dinheiro, incluindo donativos a instituições de solidariedade.
  • O caso envolve 67 crimes, com a investigação iniciada em 2024 após uma rusga policial à funerária.
  • Existem acusações adicionais de cinzas entregues a mulheres alegando pertencerem a fetos, fraude sobre cinzas de 57 pessoas entre 2017 e 2024 e atividade comercial fraudulenta ligada à venda de planos funerários entre 2012 e 2024.
  • A sentença está marcada para 27 de julho, com duração prevista de pelo menos dois dias, e espera-se entre 200 e 240 declarações de impacto das vítimas. Muitas famílias podem nunca saber se as cinzas eram dos seus entes queridos.

Um antigo diretor de uma funerária declarou-se culpado de impedir o enterro legal de 30 corpos encontrados na Legacy Funeral Home, em Hull, Reino Unido. A confissão envolve também a entrega de cinzas erradas, mentiras sobre restos mortais e desvio de dinheiro.

Bush, 48 anos, já tinha admitido várias acusações de fraude. O processo em Hull soma 67 crimes, fruto de uma investigação desencadeada por uma rusga policial em 2024, que revelou irregularidades graves no serviço fúnebre.

Entre os crimes, o ex-funcionário está ligado a cinzas entregues a mulheres, apresentadas como pertencentes a fetos. Também reconheceu fraude relacionada com cinzas de 57 pessoas entre 2017 e 2024.

O arguido admitiu ainda atividade comercial fraudulenta associada à venda de planos funerários entre 2012 e 2024. As autoridades indicam que o caso explorou a confiança de famílias em momentos de dor.

Apesar da gravidade, o tribunal manteve Bush em liberdade condicional até à sentença, que é esperada com a indicação de uma pena de prisão inevitável.

À saída, familiares criticaram a falta de pedidos de desculpa. Uma vítima afirmou que ouvir a convicção foi importante, mas questionou a libertação do arguido.

Outra vítima descreveu o atraso de justiça como horrível e pediu maior fiscalização no sector funerário. O caso é visto como alerta para possíveis situações similares noutras cidades.

Reacção das famílias

A sentença está marcada para 27 de julho, com duração prevista de pelo menos dois dias. O tribunal deverá receber entre 200 e 240 declarações de impacto das vítimas, para esclarecer danos causados.

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