- A marcha lenta de tuk-tuk começa às 11h00 de quinta-feira junto aos Paços do Concelho de Sintra, percorrendo várias artérias da vila e regressando ao ponto de partida.
- O protesto é contra as novas regras de estacionamento para veículos de animação turística, que entraram em vigor esta quarta-feira em Sintra.
- A Câmara Municipal de Sintra tinha aprovado, a 10 de março, a revogação de zonas de estacionamento exclusivo para tuk-tuk com até nove lugares e o regime de sinalização associada.
- A Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra (EMES) propõe avenças mensais de 100 euros aos operadores com Registo Nacional dos Anuentes de Animação Turística (RNAAT), permitindo estacionamento em zonas de duração limitada e no parque João de Deus.
- A ANCAT considerou os valores propostos pela EMES desproporcionais, “12 vezes superiores” aos praticados para outros comerciantes; a ação pode repetir-se até 15 de abril, com reunião marcada com a vereadora Anabela Macedo no dia 15 de abril às 10:00.
O tuk-tuk em marcha lenta em Sintra tem início marcado para as 11h00 de quinta-feira junto aos Paços do Concelho. A marcha percorre diversas artérias da vila e regressa ao ponto de partida, numa ação de contestação às novas regras de estacionamento para estes veículos de animação turística.
A uniformização das regras surgiu após alterações aprovadas pela Câmara Municipal de Sintra no dia 10 de março. Estão em vigor desde quarta-feira as medidas que revogam zonas de estacionamento exclusivo para veículos de animação turística com até nove lugares, bem como o regime de sinalização e condicionamento do estacionamento.
A EMES, empresa municipal responsável pelo estacionamento, comunicou que vai disponibilizar avenças mensais de 100 euros aos operadores que atuam na vila, permitindo estacionamento em zonas de curta duração e no parque João de Deus, para uso através do Registo Nacional dos Agentes de Animação Turística.
A ANCAT contesta o modelo proposto pela EMES, afirmando que os valores são desproporcionados face a outros comerciantes do concelho. A associação aponta ainda exigências de documentação inexistente e restrições à circulação de viaturas e à captação de clientes.
A entidade sublinha que as medidas impedem a atividade conforme a legislação atual e podem afetar o setor de animação turística em Sintra. O protesto pode voltar a ocorrer até 15 de abril caso não haja resposta favorável da Câmara Municipal.
Está marcada uma reunião entre a ANCAT e a vereadora Anabela Macedo, responsável pela Polícia e Fiscalização Municipal, para 15 de abril às 10h00, para discutir a matéria.
A Câmara de Sintra, por intermédio da EMES, não apresentou comentário direto ao incidente. A EMES limitou-se a dizer que respeita a iniciativa e confia que não colocará em perigo a segurança nem o bem-estar de residentes e visitantes.
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