- O petroleiro russo Anatoly Kolodkin chegou ao porto de Matanzas, em Cuba, com 730 mil barris de crude, na terça-feira.
- O vice-ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Ryabkov, garantiu que a Rússia continuará a ajudar Cuba, por motivos humanitários, destacando a relação de parceria entre ambos.
- Ryabkov afirmou que o envio teve base humanitária e que Cuba é o aliado “mais próximo e mais fiável” na região, perante a pressão dos Estados Unidos.
- Em Cuba, o Ministério dos Negócios Estrangeiros também reforçou que a ajuda chega numa altura em que o bloqueio energético dos EUA tenta sufocar a população cubana, e mencionou declarações do Kremlin sobre não ficarem de braços cruzados.
- A carga pode ser transformada em aproximadamente 250 mil barris de gasóleo, cobrindo a procura por pouco mais de 12 dias; o processamento deve levar entre 15 e 20 dias, seguido de mais 5 a 10 dias para entrega como produto refinado.
A Rússia afirmou recentemente que manterá a ajuda a Cuba, após a chegada de um petroleiro russo carregando 730 mil barris de crude ao porto de Matanzas. O objetivo foi apresentado como humanitário, apesar de representar um desafio às políticas dos Estados Unidos.
O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Ryabkov, disse que o país não abandona Cuba e que continuará a apoiar o país caribenho, considerando Cuba um aliado próximo na região. A operação foi descrita como uma resposta a necessidades humanitárias face a restrições energéticas.
O cargueiro, baptizado Anatoly Kolodkin, chegou ao porto cubano na terça-feira, com o petróleo chegando ao oeste de Cuba. Segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Cuba, a ajuda surge numa altura em que o embargo energético norte-americano é visto como agravante para a população cubana.
Contexto e reações oficiais
O Kremlin já tinha sinalizado a possibilidade de envio de petróleo a Cuba por motivos humanitários, admitindo, contudo, a resistência de Washington. Dmitry Peskov, porta-voz presidencial, referiu que a Rússia não ficará de braços cruzados e oferecerá apoio aos amigos cubanos.
O foco político envolve a pressão dos EUA, que têm busas para restringir o fluxo de petróleo para Cuba. Apesar disso, a Casa Branca indicou permitir a chegada de veículos de combustível por razões humanitárias, analisando a possibilidade de futuras autorizações caso a caso.
Detalhes da operação
A entrega pode render até 250 mil barris de gasóleo, com processamento previsto entre 15 a 20 dias e entrega refinada adicional entre 5 a 10 dias. Cuba indicou que o combustível atende à demanda diária de petróleo, estimada em cerca de 100 mil barris, com produção interna limitada.
A crise cubana é associada ao bloqueio energético, que intensifica as dificuldades de abastecimento. O carregamento russo surge como resposta a esse cenário, oferecendo um alívio de curto prazo para manter serviços essenciais em funcionamento.
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