- O presidente iraniano Masoud Pezeshkian publicou uma carta ao povo dos Estados Unidos dizendo que Donald Trump está a ser influenciado e manipulado por Israel no ataque ao Irão.
- Afirmou que há uma campanha de desinformação contra o país e questionou se o programa “America First” continua a ser uma prioridade do governo norte-americano.
- Rejeita que o Irão seja uma ameaça, alegando ter procurado acordo no conflito iniciado a 28 de fevereiro e agir em legítima autodefesa.
- A carta sustenta que apresentar o Irão como ameaça é um produto de interesses dos poderosos para justificar pressão e domínio militar, criticando ainda Israel pelos seus “crimes” contra os palestinianos.
- O Irão negou ter solicitado cessar-fogo, ao mesmo tempo que Trump disse o contrário; a guerra já provocou mais de três mil mortos e afetou o Estreito de Ormuz.
O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, publicou uma carta ao povo dos EUA na qual argumenta que Donald Trump está a ser influenciado por Israel no ataque à República Islâmica. A peça descreve uma campanha de desinformação contra o Irão e questiona as prioridades do governo americano.
Pezeshkian afirma que o Irão não representa uma ameaça e que nunca iniciou uma guerra. O líder sustenta que o país procurou acordo e cumpriu compromissos no conflito desencadeado em 28 de fevereiro por forças dos EUA e de Israel.
O chefe de Estado iraniano defende que apresentar o Irão como inimigo é um efeito de interesses políticos e económicos dos poderosos. O texto destaca que, se a ameaça não existe, ela é inventada, e que o país age em legítima autodefesa.
A Administração iraniana negou ter pedido cessar-fogo, contrariando a afirmação de Trump. O porta-voz Esmail Baghaei descreveu as declarações como falsas e infundadas, segundo a agência Mehr.
Antes, a embaixada do Irão em Madrid informou ter negado oficialmente o pedido de cessar-fogo. A publicação também indicou ter visto uma captura de ecrã da mensagem de Trump.
Trump afirmou ter pedido cessar-fogo, sem especificar a quem se dirigia. O Presidente norte-americano disse que consideraria o cessar-fogo apenas quando o Estreito de Ormuz estivesse aberto, e insinuou que o Irão iria cessar o conflito.
Trump acrescentou que planeia um discurso importante às 21:00, em Washington, sobre a evolução do conflito. Dias antes, o presidente indicou a retirada dos EUA do Médio Oriente dentro de duas a três semanas.
A ofensiva militar no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, envolvendo EUA e Israel. Em resposta, o Irão lançou ataques a interesses norte-americanos e israelitas e bloqueou o Estreito de Ormuz, ponto-chave para o comércio global.
O conflito já provocou mais de três mil mortos, com maior número de vítimas no Irão e no Líbano, e continua a gerar tensões diplomáticas entre as partes envolvidas.
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