- A chefe da diplomacia europeia anunciou em Kiev a atribuição de 80 milhões de euros, provenientes dos lucros dos ativos russos congelados, para reforçar o sistema energético da Ucrânia.
- A informação foi comunicada durante a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia em que participou Kaja Kallas.
- A Alta Representante da UE para a Política Externa disse que a Comissão Europeia continua a mobilizar mais ajuda para a Ucrânia.
- O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou o veto do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, ao empréstimo de 90 mil milhões de euros aprovado pela UE em dezembro.
- Zelensky afirmou que a Ucrânia já perdeu um mês de preparação para o próximo inverno devido a esse bloqueio, referindo ainda o empréstimo de cinco mil milhões de euros para proteger infraestruturas energéticas.
A chefe da diplomacia europeia anunciou em Kiev a atribuição de 80 milhões de euros, provenientes dos lucros dos ativos russos congelados, para reforçar o sistema energético da Ucrânia. O anúncio foi feito durante uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da UE.
Kaja Kallas explicou que a Comissão Europeia continua a trabalhar para mobilizar mais ajuda à Ucrânia. O montante será destinado a projetos de proteção e melhoria da rede elétrica ucraniana, face aos ataques recentes.
Na abertura da reunião informal, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou o veto do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, que bloqueou um empréstimo de 90 mil milhões de euros aprovado pela UE em dezembro. O valor ainda não está disponível à Ucrânia.
Zelensky disse ainda que a Ucrânia perdeu um mês de preparação para o próximo inverno, devido à indisponibilidade do empréstimo de 5 mil milhões de euros destinado a proteger infraestruturas energéticas. A Rússia tem intensificado ataques aéreos desde início deste ano.
O chefe de Estado ucraniano qualificou o veto como um pacto com Moscovo, destacando que a decisão compromete a capacidade de defesa energética do país. A Hungria justifica o bloqueio com preocupações de segurança e equilíbrio financeiro da UE.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, sob o pretexto de proteger minorias pró-russas e de desestabilizar o país vizinho. O conflito já deixou dezenas de milhares de mortos e danos extensos em infraestruturas.
Diplomaticamente, a Rússia continua a rejeitar um cessar-fogo prolongado. Exige a cessão de quatro regiões e da Crimeia para terminar o conflito, condição rejeitada pela Ucrânia, que pede garantias de segurança e um cessar-fogo antes de negociações.
Enquanto isso, as alianças ocidentais mantêm o foco em apoio financeiro e militar à Ucrânia, com monitorização de novas medidas para sustentar infraestruturas críticas e evitar interrupções elétricas no inverno. A UE reforça, assim, o seu conjunto de respostas.
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