- A Rheinmetall emitiu uma declaração a dizer ter o maior respeito pelo setor de defesa ucraniano após o seu diretor executivo ter feito comentários sexistas sobre drones e fabricantes ucranianos; Zelenskyy respondeu que, se as donas de casa na Ucrânia conseguem produzir drones, todas as donas de casa poderão ser diretor-executivo da Rheinmetall.
- Armin Papperger, em entrevista ao The Atlantic, descreveu a indústria de drones ucraniana como “donas de casa com impressoras 3D na cozinha” e comparou-a a brincar com Legos, o que gerou reação em Kiev.
- A Rheinmetall reforçou o seu respeito pelo setor de defesa ucraniano, destacando a força inovadora e o espírito de luta do povo ucraniano, sem pedir desculpas pelas observações do CEO. Zelenskyy afirmou, por mensagem de telemóvel, que a Ucrânia compete com tecnologia e resultados e que a indústria de defesa do país já ocupa lugar no mundo.
- A primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, qualificou as declarações de Papperger de sexistas e elogiou o papel das mulheres na defesa e na indústria bélica, enquanto a chefe da missão ucraniana na NATO, Alyona Getmanchuk, reiterou apoio.
- A Rheinmetall tem sido fornecedora-chave da Ucrânia, e há uma parceria entre Quantum Systems (Alemanha) e Frontline Robotics (Ucrânia) para produzir até dez mil drones num ano; as autoridades ucranianas destacam a participação de mulheres no desenvolvimento de drones, com produção local estimada em cerca de quatro milhões de drones por ano.
Foi mediada uma escalada após o CEO da Rheinmetall ter feito comentários considerados sexistas sobre a indústria ucraniana de defesa. Zelenskyy respondeu, qualificando as observações como inadequadas e desrespeitosas. A Rheinmetall reconheceu o setor ucraniano, mantendo o tom de respeito.
O presidente ucraniano reagiu publicamente, afirmando que a Ucrânia compete com tecnologia e resultados, não com retórica. Zelenskyy destacou avanços em terra, ar e mar e elogiou a capacidade da indústria de defesa do país.
A Rheinmetall divulgou, em seguida, uma nota institucional, afirmando ter o maior respeito pelo setor de defesa da Ucrânia e pelo espírito de luta do povo ucraniano. Não houve pedido formal de desculpas pelas palavras do seu CEO.
Alexander Kamyshin, assessor estratégico de Zelenskyy, indicou que drones ucranianos destruíram mais de 11 mil tanques russos, fortalecendo a percepção internacional sobre o contributo da Ucrânia na guerra. Alega-se que o impacto se estende a múltiplas frentes de combate.
Nas redes sociais, surgiram hashtags como LegoDrones e MadeByHousewives, refletindo a controvérsia gerada pelos comentários da liderança alemã. Em Kyiv, líderes políticos reforçam a relevância do contributo feminino no esforço de guerra.
A primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko, qualificou as declarações como sexistas. Ela enfatizou o papel crucial das mulheres na defesa da Europa e na inovação da indústria bélica, destacando conquistas em diversas áreas.
A representante da Ucrânia na NATO, Alyona Getmanchuk, reforçou o posicionamento de Kiev sobre o tema. Dados oficiais indicam que mais de 70 mil mulheres servem nas Forças Armadas, com cerca de 20 mil em funções de combate.
A indústria ucraniana mantém-se atuante na produção de soluções não tripuladas. Entre os projetos, destaca-se a cooperação entre Quantum Systems (Alemanha) e Frontline Robotics (Ucrânia) para ampliar a produção de drones na Europa.
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