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Missão da ONU com 8.200 soldados sob fogo entre Israel e Hezbollah

FINUL, com quase oito mil soldados, está no fogo cruzado entre Israel e Hezbollah, com mortos e risco de escalada na região

Foto: Kawnat Haju/AFP
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  • A FINUL, força de cerca de 8.200 soldados de 47 países, está entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano desde 1978.
  • Desde março, a missão tem sido alvo de ataques; um soldado indonésio morreu perto de Adchit Al Qusayr e mais dois perto de Bani Hayyan.
  • Em 6 de março, três soldados ganeses ficaram gravemente feridos numa ataque à base em al-Qauzah, atribuído a Israel pelo presidente libanês.
  • O quartel-general do batalhão nepales também foi atingido por projéteis israelitas durante a escalada.
  • O mandato da FINUL expira a 31 de dezembro de 2026 e pode ser renovado ou sujeito a retirada para 2027, com a ONU a aplicar a Resolução 1701 que prevê a presença de forças internacionais e do exército libanês na fronteira.

A missão da ONU no Líbano (FINUL) enfrenta novo risco de confronto entre Israel e o Hezbollah, com cerca de 8200 militares de 47 países sob fogo cruzado. A operação, que já perdeu vários soldados nos últimos dias, atua entre o sul do Líbano e as áreas fronteiriças, tentando manter a paz desde 1978.

Soldados de várias nacionalidades têm sido vítimas de ataques. No domingo, um militar indonésio morreu na explosão de um projétil de origem ainda desconhecida perto de Adchit Al Qusayr. Hoje, mais dois militares morreram numa explosão semelhante perto de Bani Hayyan, com outros feridos. Entre março e abril, registos de ataques a patrulhas da FINUL aumentaram.

A atuação da FINUL é apoiada pela presença de forças de países como Gana, Nepal, Índia, Itália e Indonésia, entre outros. A missão mantém-se destacada entre o rio Litani e a fronteira com Israel, com sede em Ras al-Naqoura. O mandato atual, renovado anualmente pelo Conselho de Segurança, expira a 31 de dezembro de 2026, levantando dúvidas sobre a retirada em 2027.

A situação decorre num contexto de tensões persistentes desde a guerra entre Israel e o Hezbollah em 2006. A FINUL tem sido chamada a vigiar cessar-fogos e, se necessário, a tomarem medidas para evitar que a área seja usada para atos hostis. O envolvimento do Líbano e a presença de túneis do Hezbollah continuam a complicar o cenário na fronteira.

Em relação ao futuro, autoridades libanesas voltaram a pedir uma presença internacional estável, com especial atenção para a continuidade de missões como a FINUL. Países europeus já manifestaram interesse em manter uma presença no terreno, mesmo após eventual retirada da força de paz.

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