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Petroleiro russo contorna bloqueio dos EUA e aproxima-se de Cuba

Petroleiro russo sob sanções aproxima-se de Cuba, a caminho de Matanzas, com possível alívio do racionamento de combustível por cerca de 12,5 dias

Ilha está sob bloqueio naval dos EUA
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  • Um petroleiro russo sob sanções dos Estados Unidos, o Anatoly Kolodkin, aproxima-se de Matanzas, Cuba, com 730 mil barris de crude, segundo a Kpler.
  • Cuba enfrenta escassez de energia desde janeiro, agravada pela suspensão de importações de petróleo e por medidas de racionamento de combustível.
  • O carregamento russo chegou a bordo de um navio escoltado pela marinha russa e terá de passar por um processamento de 15 a 20 dias, seguido de 5 a 10 dias para distribuição de produtos refinados, segundo o professor Jorge Pinon.
  • O governo cubano afirma não receber petróleo desde janeiro e descreve impactos como apagões, redução de transportes públicos e suspensões de voos, afetando a economia.
  • Outros desenvolvimentos indicam que o Sea Horse, com bandeira de Hong Kong, transportava gasóleo russo para a Venezuela, reforçando a pressão energética na região.

Um petroleiro russo sob sanções dos EUA aproxima-se de Cuba, com chegada prevista a Matanzas esta segunda-feira. A embarcação transporta cerca de 730 mil barris de crude, segundo dados de navegação, e contorna o bloqueio dos EUA ao fornecimento de combustível à ilha.

O navio Anatoly Kolodkin estava no início de domingo ao norte do Haiti, em direcção ao porto ocidental cubano, após ter recebido abastecimento no porto russo de Primorsk no dia 8 de março. A marinha britânica acompanhou o trajeto até ao Atlântico; a formação seguiu-se à separação entre o navio e a escolta russa.

Cuba enfrenta uma severa crise energética desde janeiro, após a prisão do líder venezuelano Nicolás Maduro, que rompeu um importante fornecimento de petróleo. O Governo cubano reduziu o consumo de combustível e implementou medidas de racionamento de gasolina para gerir a escassez.

O presidente Miguel Díaz-Canel tem adotado medidas de emergência para conservar energia, com impactos na circulação de transportes públicos, nos preços dos combustíveis e na continuidade de voos comerciais para o arquipélago. Centrales elétricas antigas lutam para satisfazer a procura, com vários apagões registados desde 2024.

Especialistas ouvidos pela imprensa observam que, uma vez entrado no espaço cubano, o navio pode ter poucas hipóteses de impedimento por parte dos EUA. A chegada do crude poderá permitir a produção de gasóleo, suficientes para cerca de 12,5 dias de consumo em Cuba, conforme análise de especialistas.

Não está claro se o combustível será destinado a geradores de energia de reserva ou ao transporte público e à indústria, mas a decisão caberá às autoridades cubanas. A disponibilidade de gasóleo poderá reduzir temporariamente a pressão sobre a rede elétrica cubana.

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