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Aos 18 ingressou como voluntário no quartel; hoje sofre stress de guerra

Aos dezoito anos alistou-se como voluntário em Moçambique; perdeu nove camaradas e hoje sofre de stress de guerra e ficou deficiente

Junto à viatura onde Jacinto Pisco foi ferido devido à explosão de uma mina
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  • Aos 18 anos alistou-se como voluntário; em janeiro de 1969 embarcou para a província de Tête, em Moçambique, demorando 15 dias a chegar devido às minas e às chuvas.
  • No mesmo ano, numa saída com a unidade, pisou uma mina; ficou ferido e queimado, afastando-se para o mato com uma granada na mão para chegar ao quartel.
  • Passou seis meses no hospital de Tête, recuperando de estilhaços e queimaduras; em novembro de 1969 voltou para junto da companhia.
  • Em janeiro de 1970 foi para Gago Coutinho, uma das zonas mais problemáticas; houve ataques com minas e morteiros, com nove mortos e sete feridos na sua companhia.
  • Hoje, com 62 anos, sofre de stress pós-traumático e está reformado; tem dois netos e uma bisneta. Perfil: Jacinto Pisco, comissões Moçambique (1969-1971), Companhia Caçadores 2470, Batalhão 2863.

Depois de cumprir o serviço obrigatório, Jacinto Pisco conta, de forma seca e direta, a experiência vivida em Moçambique ao longo de 1969. Alistou-se aos 18 anos e, em janeiro de 1969, embarcou para a província de Tête, com a resistência de passar pelos tempos de chuva e pelo território minado. A deslocação, feita em ritmo lento, demorou 15 dias até alcançar o vale de Singeó, onde a companhia instalou-se em bunkers e tendas.

Logo ao chegar, uma saída com colegas resultou numa explosão. Um condutor morreu no imediato e outro ficou gravemente ferido. Pisco ficou desorientado, ferido e queimado, mas recuperou a consciência e decidiu fugir para o quartel, seguro de que não podia ser capturado pelo inimigo. Meses depois, foi retirado de helicóptero com auxílio de aliados sul-africanos e permaneceu seis meses no hospital de Tête.

Em janeiro de 1970, foi para Gago Coutinho, uma das zonas mais perigosas. A unidade enfrentou ataques frequentes, com mortes e ferimentos entre os camaradas. Um dia, ao tentar fugir ao fogo inimigo, houve nova perseguição com minas e morteiros. nove mortos e sete feridos ficaram na companhia; Pisco ficou deficiente e carrega ainda marcas físicas da guerra, bem como um transtorno de stress pós-traumático.

Perfil

Nome: Jacinto Pisco

Comissões: Moçambique (1969-1971)

Força: Companhia Caçadores 2470 batalhão 2863

Atualidade: Reformado, 62 anos, dois netos e uma bisneta

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