- Joana Vasconcelos vai apresentar duas exposições em França neste verão: em Marselha, na exposição coletiva “Bonnes Mères” no Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo, até ao final de agosto de 2026; e em Villefranche-sur-Mer, “L’Absurde et le Rêve”, de junho a outubro de 2026, em parceria com o escultor belga Arne Quinze.
- Os temas centrais são maternidade, sonho e surrealismo, com a artista a fundir artesanato, cultura popular e crítica social, explorando identidade, género, memória coletiva e herança cultural, numa estética marcadamente barroca.
- Em Marselha, a exposição coletiva coloca Joana em diálogo com outros artistas, ligando o íntimo ao espetacular, o doméstico ao arquitetónico.
- Em Villefranche-sur-Mer, a mostra imersiva envolve o diálogo entre surrealismo, natureza e imaginação poética, resultado de colaboração com Arne Quinze.
- A carreira de mais de três décadas de Joana Vasconcelos é marcada pela transformação de objetos quotidianos em instalações monumentais, com participações em Veneza (2013) e exposições em Versailles, Guggenheim Bilbao, Uffizi e outras instituições.
Joana Vasconcelos, artista portuguesa, apresenta neste verão dois projetos em França, em Marselha e em Villefranche-sur-Mer. As exposições centram-se nos temas da maternidade, do sonho e do surrealismo, numa leitura que cruza artesanato, cultura popular e crítica social.
A primeira mostra é uma exposição coletiva denominada Bonnes Mères, inaugurada a meio de maio no Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo, em Marselha, e fica patente até agosto de 2026. A curadoria reúne várias perspetivas sobre a maternidade, com Joana a contribuir com a sua linguagem que funde o íntimo e o grandioso.
Paralelamente, a artista prepara L Absurde et le Reve, uma exposição de verão em Villefranche-sur-Mer, entre junho e outubro de 2026. O projeto é uma colaboração com o escultor belga Arne Quinze, e resulta numa experiência imersiva pautada pela relação entre surrealismo, natureza e imaginação poética.
Joana Vasconcelos reafirma que o ponto de partida das obras é conceptual e emocional, avançando apenas quando a peça tem significado. A materialização ocorre posteriormente, com escalas monumentais a emergirem a partir do quotidiano, como na série Valquírias.
Nascida em 1971, a artista tem uma carreira de mais de três décadas, marcada pela descontextualização de objetos do quotidiano e pela apropriação do artesanato tradicional para temas como identidade, género e memória cultural.
Vasconcelos representou Portugal na Bienal de Veneza em 2013, com uma embarcação de cacilheiro decorado com azulejos. Foi a primeira mulher a expor no Palácio de Versalhes com uma mostra individual e tem presença em instituições como o Museu Guggenheim Bilbao e as Galerias Uffizi.
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