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ADN tumoral no sangue pode prever recidiva do cancro da mama

ADN tumoral circulante no sangue pode antever recaída do cancro da mama e orientar tratamentos após terapia neoadjuvante, segundo estudo com 81 utentes

Este ano já foram realizados mais de 154 mil rastreios de cancro da mama
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  • Fragmentos de ADN tumoral no sangue podem ajudar a prever o risco de recaída do cancro da mama; estudo internacional com 81 mulheres apresentado na XV Conferência Europeia de Cancro da Mama, em Barcelona.
  • A presença de ADN tumoral circulante está associada a maior risco de recorrência e menor sobrevivência, podendo indicar a volta da doença meses antes de sinais clínicos.
  • Os investigadores sugerem utilidade do ADN tumoral após tratamento neoadjuvante para orientar decisões de tratamento subsequentes, ainda sem validação em ensaios clínicos.
  • As amostras de ADN tumoral foram recolhidas em diferentes fases: no início do estudo, após o tratamento neoadjuvante, antes da cirurgia e durante cerca de sete anos de acompanhamento.
  • No total, durante o acompanhamento houve 21 recidivas e 4 mortes por recidiva; uma paciente faleceu sem regresso da doença.

O ADN tumoral circulante (ADNtc) no sangue pode ser uma ferramenta para prever o risco de recaída em doentes com cancro da mama, segundo um estudo internacional apresentado em Espanha. A pesquisa envolveu 81 utentes e foi partilhada na XV Conferência Europeia de Cancro da Mama (EBCC15), em Barcelona.

Os investigadores analisaram fragmentos de ADN tumoral no sangue ao longo de várias fases do tratamento. Os resultados sugerem que o ADNtc pode indicar regresso da doença meses antes de qualquer sinal clínico, especialmente quando as amostras são recolhidas após tratamentos neoadjuvantes.

O estudo reuniu amostras de 81 mulheres com doença em fase inicial, entre 27 e 75 anos, na França, Bélgica e Itália (Instituto Jules Bordet e Instituto Nacional do Cancro, em Milão). A maioria tinha tumores com menos de cinco centímetros e disseminação para linfonodos.

Situação dos dados e metodologia

As análises começaram antes do tratamento neoadjuvante, prosseguiram ao fim do tratamento e antes da cirurgia, e continuaram durante cerca de sete anos de seguimento. Os resultados indicam que o ADNtc pode orientar decisões terapêuticas após a neoadjuvância, embora seja necessário validar estas abordagens em ensaios clínicos.

Ao longo do acompanhamento, registaram-se 21 recidivas e 4 óbitos associados à recidiva. Uma doente faleceu sem registo de recorrência durante o período observado. Os autores destacam o potencial do ADNtc para identificar doentes com maior risco e ajustar estratégias subsequentes, conforme necessário.

Implicações e próximos passos

Segundo os investigadores, as descobertas apoiam o uso do ADNtc como marcador prognóstico e de orientação terapêutica após a neoadjuvância. Ainda assim, enfatizam a necessidade de ensaios clínicos adicionais para confirmar utilidade clínica e definir protocolos de aplicação.

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