- Barbara Waldman foi morta a tiro em casa, em Long Island, Nova Iorque, no dia 11 de janeiro de 1974.
- O caso permaneceu não resolvido durante mais de cinqüenta anos, com apenas amostras de ADN e um retrato-robô como pistas.
- Os filhos, especialmente a filha Marla, nunca desistiram de saber a verdade, levando à reabertura do caso em dezembro de 2022 após ligações com outros crimes.
- O FBI recorreu à genealogia genética forense e surgiu uma correspondência de ADN com Thomas Generazio, antigo morador do mesmo bairro.
- A investigação, incluindo fotografias de Generazio, levou a identificá-lo como autor do homicídio; a polícia anunciou a resolução do caso este mês.
Barbara Waldman foi morta a tiro na sua casa, em Long Island, Nova Iorque, a 11 de janeiro de 1974. O crime foi resolvido 52 anos depois, graças à insistência dos filhos, que nunca deixaram de investigar.
Eric, então com cinco anos, encontrou o corpo. Waldman estava caída no chão, com as mãos atadas atrás das costas e uma fronha na cabeça. A polícia registou ferimento de bala na cabeça; o caso ficou arquivado como não resolvido.
Durante décadas, apenas ficaram amostras de ADN e um retrato de um homem visto junto da casa no dia do homicídio. Vizinhos disseram ter visto um homem de casaco com capuz e acabamentos em pele; o retrato-robô não levou a identificação do suspeito.
Reabertura do caso e investigação genética
Com a relação de longa data entre os filhos de Waldman e o mistério, o caso foi reaberto em 2022. A reabertura seguiu as revelações de que o “serial killer” Richard Cottingham assassinou outras mulheres na mesma região.
O FBI assumiu o caso para tentar identificar o agressor por via de genealogia genética forense. Um ano e meio depois, surgiu uma correspondência de ADN associada a Thomas Generazio, residente no mesmo quarteirão na época do crime. Generazio já falecera, em 2004, de cancro.
Confirmação e desfecho
A investigação avançou com depoimentos, imagens e coincidências fotográficas que ligaram Generazio ao padrão descrito na época. Uma fotografia fornecida por uma filha de Generazio mostrou o homem com casaco de gola de pele, semelhante ao retrato policial de 1974.
Segundo as autoridades, o conjunto de provas — ADN, genealogia, interrogatórios e imagens — permitiu encerrar o caso. A Polícia do Condado de Nassau confirmou, este mês, a identificação do suspeito e o desfecho da investigação.
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