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Vítimas de abuso sexual na Igreja classificam compensações como afronta

Vítimas de abuso na Igreja chamam as compensações da CEP de afronta; 57 pedidos aprovados entre 9 mil e 45 mil euros

Igreja
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  • A Associação Coração Silenciado classificou como afronta os valores de compensação aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa, que vão de nove mil a quarenta e cinco mil euros por cada queixoso.
  • A CEP aprovou compensações a cinquenta e sete vítimas, num total de mais de um milhão e meio de euros; foram recebidos noventa e cinco pedidos, com setenta e oito elegíveis e dezassete arquivados.
  • Dos elegíveis, onze pedidos foram indeferidos e cinquenta e sete já tiveram luz verde para pagamento, num montante de 1,609,650 euros; há nove em fase final de análise e um pendente junto da Santa Sé.
  • A associação questiona o método usado para fixar os valores, perguntando como se mede o trauma e se existem escalões, além de afirmar que as vítimas não foram chamadas a participar do processo, apesar das orientações do Vaticano.
  • O comunicado da CEP detalha as razões para os indeferimentos, incluindo situações em que a vítima era maior de idade na data dos factos, falta de comprovação de vulnerabilidade de adulto, ou ausência de violência sexual. O Papa Francisco já sugeriu que as indemnizações não devem ser inferiores a 50 mil euros.

A Conferência Episcopal Portuguesa aprovou compensações para 57 vítimas de abuso sexual, variando entre 9 mil e 45 mil euros, totalizando mais de 1,5 milhões de euros. A decisão foi tomada a 27 de fevereiro, em assembleia plenária extraordinária.

A associação das vítimas, Coração Silenciado, qualificou a tabela de valores como uma afronta e questiona o método de determinação, alegando não haver escalões nem instrumento claro para medir o trauma ao longo de décadas.

A CEP explicou que foram avaliados 95 pedidos. Deles, 78 foram considerados elegíveis, 17 arquivados, 11 indeferidos e 57 com luz verde para compensação, num montante de 1.609.650 euros.

A associação critica ainda o facto de não terem sido consultadas, apesar das orientações do Vaticano. Questiona a existência de pareceres por vítima e a possibilidade de omissões ou falhas nesses documentos.

No balcão de perguntas, foram indicados nove pedidos em fase final de análise e um pendente de decisão da Santa Sé. As notificações já começaram a ser enviadas aos titulares de pedidos aprovados ou indeferidos.

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