- Rui Zink volta, nove anos depois do último romance, com Olga Salva o Mundo, marcando 40 anos de vida literária.
- A narrativa começa com a inspectora Judite Furriel a lidar com uma vaga de linchamentos em Lisboa, movidos por boatos e pela justiça pelas próprias mãos.
- O livro mantém o fio da história, mas muda de registo e, por vezes, de personagens.
- Abrem-se espaços para uma história de amor entre dois imigrantes, para um enredo de milícias fascistas à procura de “salvar a nação” e para uma parábola com contornos de ficção científica, entre outros elementos.
- A obra celebra quase quatro décadas de carreira do autor e mantém o humor característico de Rui Zink.
Rui Zink regressa à ficção após nove anos desde o seu último romance, numa fase em que o autor parecia mirar uma reforma literária. O novo livro, intitulado Olga Salva o Mundo, chega com uma premissa marcada pela atualidade e pela ironia característica do seu estilo.
A narrativa acompanha a inspectora Judite Furriel numa Lisboa onde se multiplicam linchamentos alimentados por boatos. A violência coletiva e a justiça executada pelas próprias mãos surgem como tema central nos episódios iniciais da obra.
Mudança de registo na estrutura narrativa
Sem perder o fio à meada, o romance evolui para registar diferentes timbres. Desvenda-se uma história de amor entre dois imigrantes, acolhe um enredo de milícias fascistas a tentar salvar a nação e insere uma parábola com contornos de ficção científica.
Ao longo da obra, o autor mantêm a coerência interna enquanto transita entre registos e personagens, num arco que amplia a sátira social. O livro marca também os 40 anos de carreira literária de Zink, segundo o próprio autor.
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