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Guerra força Ásia Central a repensar agricultura e segurança alimentar

Guerra no Médio Oriente pressiona preços e cadeias de abastecimento na Ásia Central, impulsionando cooperação regional e diversificação agrícola

Especialista em extensão do arroz atravessa um arrozal
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  • Tensões geopolíticas na região, incluindo a guerra no Irão, estão a obrigar a Ásia Central a repensar a agricultura, com aumento dos preços dos alimentos e perturbações nas cadeias de abastecimento.
  • As perturbações nas rotas comerciais já exercem pressão económica sobre o setor, com exportações em queda a afetar rendimentos e o custo de armazenamento.
  • Os governos trabalham para organizar o mercado interno e incentivar a cooperação regional, visando reduzir a vulnerabilidade a choques externos.
  • O setor logístico enfrenta desvios de cargas e atrasos, com bens perecíveis já afetados, e custos de transporte e prazos de entrega permanecendo incertos.
  • Aproximadamente 10 milhões de hectares dos 250 milhões de hectares de terras agrícolas da região estão irrigados, e há mobilização de experiência internacional para melhorar a eficiência e gerir recursos hídricos partilhados.

Ao acelerar as tensões geopolíticas no Médio Oriente, nomeadamente a guerra no Irão, a agricultura da Ásia Central sente o impacto. A escalada está a influenciar preços de alimentos, a perturbar cadeias de abastecimento e a dificultar exportações na região.

O ministro da Agricultura do Uzbequistão, Ibrokhim Abdurakhmonov, aponta para impactos significativos nos ganhos e nos custos de armazenamento devido às perturbações nas rotas comerciais. Analistas destacam a necessidade de reduzir a dependência externa.

A pressão sobre o setor já se faz sentir na logística. Carregamentos são desviados ou atrasados à medida que empresas procuram rotas alternativas, afetando produtos de entrega rápida como fruta fresca, legumes e folhas.

Representantes do setor avaliam o cenário como um abrandamento temporário, com horizonte incerto. O momento é de procurar soluções para manter a oferta e gerenciar custos de transporte e prazos de entrega.

A China, a Europa e outros mercados começam a ganhar importância para compensar a retoma de fluxos comerciais. Matteo Zoppas, da Agência Italiana de Comércio, sublinha a necessidade de diversificar parceiros, incluindo a Ásia Central e o Azerbaijão.

O Uzbequistão defende o reforço da cooperação regional para reduzir a exposição a choques externos. Abdurakhmonov revela que exames de eficiência hídrica e reorganização do mercado interno estão em curso, com apoio de parceiros internacionais, incluindo Itália.

A região tem espaço para crescer: apenas uma franja da superfície de terras agrícolas está irrigada e em uso. O objetivo é melhorar a gestão de recursos hídricos e medir impactos de choques ambientais entre países vizinhos, que partilham rios e telha de recursos.

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