- O governo húngaro acusou o jornalista Szabolcs Panyi, ligado ao VSquare e Direkt36, de espiar para a Ucrânia, com o ministro Gergely Gulyás a mencionar que o jornalismo funcionaria como encobrimento.
- Dois especialistas em informática ligados ao partido Tisza teriam também sido identificados como espiões ucranianos, supostamente recrutados pelos serviços secretos para piratear sistemas do Tisza.
- A denúncia foi apresentada após a divulgação de um relatório na reunião do Conselho de Ministros, que afirmou que há cada vez mais casos de espionagem na Hungria e de detenção de espiões ucranianos.
- Gulyás afirmou que as informações desclassificadas mostrariam que os dois técnicos teriam sido treinados no estrangeiro e teriam passado pela embaixada ucraniana, com alegações de escuta proibida.
- A Comissão Europeia pediu explicações sobre as informações envolvendo o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Péter Szijjártó, enquanto vários dirigentes da União Europeia apontam ligações com Moscovo e a necessidade de transparência nas discussões à mesa de reuniões.
O governo húngaro acusa um jornalista e dois especialistas em informática do grupo Tisza de espionagem a favor de a Ucrânia. A acusação foi mencionada na reunião do Conselho de Ministros, com a indicação de que o jornalista Szabolcs Panyi está no centro das alegações, juntamente com os técnicos ligados ao Tisza. A pasta da Justiça ficou incumbida de preparar um parecer técnico e apresentar uma queixa de espionagem.
Segundo o ministro Gergely Gulyás, o relatório apresentado aponta que as notícias sobre espionagem têm vindo a dominar a cobertura no país. A recusa de Panyi em colaborar com o Estado estrangeiro é apresentada como base para a abertura de ações legais. Dois especialistas em TI ligados ao Tisza são descritos como supostos espiões ucranianos, com alegações de tentativas de recrutamento pelos serviços secretos.
Tal como o jornalismo seria encarado como encobrimento, as TI teriam desempenhado papel semelhante para os dois técnicos, de acordo com as informações da reunião. O ministro fortaleceu que os suspeitos teriam trabalhado com elementos estrangeiros, incluindo deslocações a embaixadas, para obter dispositivos de escuta, o que é considerado proibido.
Contexto e alegações
Gulyás afirmou que a informação desclassificada deverá convencer a opinião pública de que os suspeitos estiveram treinados no estrangeiro e teriam atividades de espionagem associadas a uma embaixada. A comunicação pública aponta ainda para a transferência de dados sensíveis entre serviços, com supostos vínculos com uma embaixada em Budapeste.
Reações e desdobramentos
O primeiro-ministro, via orientação do gabinete, pediu ao presidente ucraniano que impeça a espionagem durante o período eleitoral. A crítica tem colocado o foco no ambiente de segurança nacional e na vigilância de meios digitais. A Comissão Europeia anunciou que irá pedir explicações e abrir uma investigação sobre as informações relacionadas com o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro.
Implicações internacionais
A situação envolve ainda declarações do jornalista Panyi sobre interferência externa na Hungria durante o período eleitoral, bem como menções a contatos entre o ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros e autoridades russas. Observadores indicam tensões entre Bruxelas e Budapeste sobre cooperação e partilha de informações em contextos eleitorais.
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