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Memórias de Arundhati Roy entre finalistas do Women’s Prize de não-ficção

Arundhati Roy integra a lista de seis finalistas do Women's Prize for Non-Fiction com "Meu abrigo, minha tempestade", que transforma dor em memória

A escritora e ativista indiana Arundhati Roy
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  • Arundhati Roy é uma das seis finalistas do Women’s Prize for Non-Fiction, com o livro “Meu abrigo, minha tempestade”, na shortlist anunciada a 25 de março.
  • A lista inclui Lyse Doucet, Daisy Fancourt, Judith Mackrell, Jane Rogoyska e Ece Temelkuran, com títulos que exploram migração, conflito, identidade, criatividade, bem-estar e ligação humana.
  • O livro de Roy é uma obra de memórias em que a autora traduz a dor pela morte da mãe em narrativa; é o único da lista já publicado em Portugal, pela Asa, com a tradução portuguesa.
  • Entre as finalistas estão ainda “The Finest Hotel in Kabul: A People’s History of Afghanistan” (Lyse Doucet), “Art Cure: The Science of How the Arts Transform Our Health” (Daisy Fancourt), “Artists, Siblings, Visionaries” (Judith Mackrell), “Hotel Exile: Paris in the Shadow of War” (Jane Rogoyska) e “Nation of Strangers” (Ece Temelkuran).
  • A vencedora será anunciada a 11 de junho, em Londres, num prémio de 30 mil libras.

A organização do Women’s Prize for Non-Fiction divulgou, nesta quarta-feira, 25 de março, a shortlist com 6 finalistas. entre as 16 nomeadas, destacam-se obras que exploram migração, conflito, identidade e bem-estar, com perspetivas pessoais.

Entre as finalistas está Arundhati Roy, com o livro de memórias Meu abrigo, minha tempestade. A obra de Roy é uma das únicas já publicada em Portugal, pela editora Asa, e transforma a dor pela perda da mãe em narrativa.

Obra finalista e temas da shortlist

The Finest Hotel in Kabul, de Lyse Doucet, usa o Hotel Inter-Continental de Cabul para contar a história contemporânea do Afeganistão. Art Cure, de Daisy Fancourt, aborda como as artes afetam a saúde.

Judith Mackrell apresenta Artists, Siblings, Visionaries, sobre Gwen e Augustus John e a sua interdependência criativa. Hotel Exile, de Jane Rogoyska, descreve o Hotel Lutetia em Paris durante a guerra, com foco em exílios e sobrevivência.

Ece Temelkuran, em Nation of Strangers, analisa migração e pertença no século XXI, propondo formas de reconstruir o conceito de casa. Os seis livros refletem geografias diversas, desde a Ásia ao Médio Oriente, até à Europa.

Data da decisão e contextos

O júri salienta que as obras ressaltam o poder da escrita feminina num momento de queda de vendas de não-ficção em papel no Reino Unido. Os livros são descritos como antídotos contra desinformação, com rigor académico e humanidade.

A vencedora do Women’s Prize for Non-Fiction será anunciada a 11 de junho, em Londres, juntamente com a vencedora do Women’s Prize for Fiction. O prémio distingue obras de não-ficção de mulheres, num formato financiado pelo Charlotte Aitken Trust.

No ano passado, Rachel Clarke venceu com The Story of a Heart. A edição deste ano continua a destacar temas de resiliência, coragem e adaptação presentes na luta contemporânea pela narrativa feminina.

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