- A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, visitou a Argélia para reforçar o fluxo de gás, após o Qatar cortar fornecimento.
- As conversas com o presidente argelino, Abdelmajid Tebboune, incidiu em aprovisionamento energético e nos interesses nacionais; a visita estava planeada há quase dois meses.
- A Argélia responde por 31,8% da procura de gás da Itália, mas as importações entre 2024 e 2025 caíram 4,7%.
- Segundo o especialista, a Argélia não pode substituir totalmente o gás vindo do Qatar, devido a infraestruturas e ao consumo interno argelino em valorização; o gás argelino segue para Espanha e Itália, com LNG a destinos como França e Turquia.
- Alternativas consideradas incluem mais gás natural liquefeito (LNG), com os EUA como principal importador, e incentivo ao Azerbaijão; a Itália tem dois regaseificadores novos em Piombino e Ravenna, aumentando a capacidade de LNG; o consumo italiano de gás caiu 19% desde 2021.
Meloni desloca-se a Argélia para reforçar o fluxo de gás, numa altura em que o setor energético é afetado pela guerra no Médio Oriente. A visita acontece após o Qatar ter cortado fornecimentos de gás liquefeito a Itália e a outros países, citando forças excecionais.
A primeira-ministra italiana voltou a Argélia para uma segunda visita oficial, com encontro marcado com o presidente argelino, Abdelmajid Tebboune. O objetivo central é assegurar a continuidade do aprovisionamento energético e defender interesses nacionais.
A viagem, planeada há meses, ganhou contornos adicionais com o contexto de conflito no Golfo Pérsico, que alargou o âmbito das negociações para energia. O casal de lideranças pretende aprofundar cooperação gasífera entre os dois países.
Dinâmica do fornecimento de gás
Segundo analistas, a Argélia continua a ser o principal fornecedor de gás para Itália, respondendo por perto de 32% da procura. No entanto, as importações italianas do país diminuíram cerca de 4,7% entre 2024 e 2025.
Para a análise, existem constrangimentos de infraestrutura que dificultam um aumento expressivo das exportações argelinas. Além disso, o consumo interno argelino de gás tem crescido.
Ainda de acordo com o especialista, não é possível substituir integralmente o gás que não vem do Qatar. A disponibilidade de gás fica condicionada por infraestruturas e por limites de produção internos.
Estratégias alternativas passam por aumentar o envio de gás natural liquefeito, ou ampliar fornecimentos de outros fornecedores como o Azerbaijão. O papel dos EUA também surge como fator relevante no mix de importações.
No contexto, Itália destaca que reduziu o consumo de gás desde 2021, o que ajuda a mitigar impactos de cortes. Paralelamente, acelerou a implementação de regaseificadores, aumentando a capacidade de receber gás natural liquefeito.
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