- A AIEA, através do diretor-geral Rafael Grossi, afirmou que negociações entre EUA e Irão podem ocorrer no Paquistão no fim de semana.
- Grossi disse que contactos estão em curso para chegar a um acordo, com a agência a oferecer-se como interlocutor imparcial.
- Teerão negou contactos diplomáticos com Washington, apesar de o Paquistão ter oferecido acolher as negociações em Islamabad.
- O objetivo das conversações seria discutir questões de energia nuclear, uso de mísseis e ligações com milícias aliadas da República Islâmica; o objectivo seria algo mais substancial, possivelmente com exigência de enriquecimento zero de urânio.
- Grossi referiu que as três semanas de guerra podem alterar as dinâmicas entre EUA e Irão, após o fracasso dos contactos de fevereiro.
O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, afirmou que negociações entre os Estados Unidos e o Irão poderão realizar-se no Paquistão, possivelmente em Islamabad, no fim de semana. A possibilidade surgiu após o presidente dos EUA ter “mudado o tom” sobre a guerra no Médio Oriente.
Grossi disse estar em curso um contacto com vista a um acordo, com a AIEA a oferecer-se como interlocutor imparcial e voltado para a paz. O Irão nega contactos diplomáticos com Washington, mantendo uma posição de recusa.
O responsável mostrou-se cauteloso, destacando que as negociações não seriam sobre acordos parciais, mas sobre algo mais robusto, incluindo eventuais exigências sobre enriquecimento de urânio. As informações foram dadas numa entrevista ao Corriere della Sera.
Possível papel da AIEA e cenário regional
A AIEA está disponível para acompanhar as negociações, disse Grossi, recordando que a agência não tem presença no Irão desde o início do conflito. O Irão continua a ser alvo de preocupações sobre os níveis de enriquecimento de urânio, conforme a posição oficial da AIEA.
As autoridades paquistanesas já se disponibilizaram para acolher as conversações entre EUA e Irão, com o objetivo de reduzir a escalada no Médio Oriente. O embaixador iraniano no Paquistão reiterou que não existem contactos entre Teerão e Washington.
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