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Projeto Pompeia revive antiga tradição vinícola

Novas vinhas nas ruínas de Pompeia visam produzir cerca de 30 mil garrafas de vinho com uva Aglianico, em parceria com Feudi di San Gregorio, fortalecendo economia local

Vinhas são plantadas no meio das ruínas de Pompeia, num projeto que visa produzir milhares de garrafas de vinho a partir de uvas cultivadas no interior do sítio arqueológico.
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  • Dezenas de videiras foram plantadas no meio das ruínas de Pompeia, num projeto que visa produzir milhares de garrafas de vinho a partir de uvas cultivadas no sítio arqueológico.
  • Pompeia ficou soterrada por cerca de seis metros de cinzas após a erupção do Monte Vesúvio em 79 d.C.; há evidências de que o vinho fazia parte da vida romana.
  • A uva escolhida é a Aglianico, originária da Grécia e introduzida em Itália entre os séculos VII e VI a.C., uma variedade hoje presente em outras regiões do mundo.
  • O projeto contou com o produtor Feudi di San Gregorio, com a meta de produzir cerca de 30 mil garrafas que serão vendidas no parque e na loja do sítio.
  • As uvas serão cultivadas com métodos agrícolas sustentáveis e a iniciativa visa ainda dinamizar a economia local e preservar a história agrícola de Pompeia.

Várias dezenas de videiras foram plantadas entre as ruínas de Pompeia, num projeto que visa produzir milhares de garrafas de vinho a partir de uvas cultivadas no interior do sítio arqueológico. A iniciativa surge para ligar passado e presente na antiga cidade romana.

A defesa histórica aponta que, sob as cinzas vulcânicas, as paredes com frescos revelam que o vinho era parte essencial da vida social, com festas e rituais dedicados a Dionísio. Jarros de cerâmica e ânforas também indicam práticas de armazenamento e exportação.

Reativação de vinhas históricas

A operação junta-se à recuperação turística e económica da área, buscando reduzir custos de manutenção através do cultivo in loco. O diretor do Parque Arqueológico de Pompeia defende que as vinhas modernas ajudam a promover a história agrícola da região.

O projeto envolve o produtor italiano Feudi di San Gregorio, com planeamento para produzir cerca de 30 mil garrafas, vendidas no parque e através de canais dedicados. A uva utilizada é a Aglianico, variedade antiga originária da Grécia.

Uvas, técnicas e futuro

A vinha aponta para práticas agrícolas sustentáveis, com foco na preservação ambiental e na ligação entre comunidade local e território. A Aglianico encontra-se já em diversas vinhas globais, consolidando-se como uma das variedades históricas.

Segundo os responsáveis, Pompeia recebeu há 2000 anos vinhas que abasteciam o Mediterrâneo e etapas de exportação que alcançavam a Espanha, Norte de África, Turquia, Alemanha e Inglaterra. A iniciativa pretende reconstituir esse elo histórico.

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