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Maioria das recomendações dos peritos sobre apagão já implementadas

REN afirma que a maioria das recomendações dos peritos do apagão ibérico de abril de 2025 já está implementada ou em implementação em Portugal

Apagão ibérico deixou milhares de pessoas às escura em abril de 2025
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  • A REN disse que as recomendações do Expert Panel da ENTSOE não são novidades para Portugal, com a maioria já implementada ou em implementação.
  • O relatório, aprovado por unanimidade, confirma que a crise teve origem em Espanha e propagou-se ao Sistema Elétrico Nacional.
  • Entre as sugestões estão o reforço do controlo da tensão e a melhoria da coordenação entre produção, distribuição e transporte de eletricidade.
  • Até às 11h33m18 (hora portuguesa), nenhuma fonte de geração em Portugal se desligou, o que indica a origem do apagão.
  • O incidente resultou de múltiplos fatores técnicos, sem atribuição de responsabilidades legais, incluindo limites de tensão, baixa carga nas linhas, falhas em proteções e controlo dinâmico da tensão.

A REN afirmou nesta sexta-feira que as recomendações dos peritos europeus que investigaram o apagão ibérico de abril de 2025 não são novidades para Portugal. A maioria das medidas já está implementada ou em implementação.

Segundo a REN, o relatório do Expert Panel da ENTSOE, aprovado por unanimidade com o ACER, confirma o que a empresa sustenta desde o início: a crise teve origem em Espanha e a propagação para o Sistema Elétrico Nacional era inevitável. None das recomendações é novidade para Portugal.

As recomendações, dirigidas a governos, reguladores e entidades europeias, visam reforçar o controlo de tensão e a coordenação entre produção, distribuição e transporte de eletricidade, além de melhorar a gestão da rede. A REN destaca o impacto da transição energética.

Contexto técnico

O documento indica que até as 11h33m18, hora portuguesa, o Sistema Elétrico Espanhol atingiu o ponto de não retorno, provocando a falha que se propagou ao SEN. Em Portugal, nenhum gerador desligou-se da rede até esse momento, segundo o relatório.

Os peritos consideram que o apagão resultou de múltiplos fatores técnicos e não de uma única causa. A avaliação não atribui responsabilidades legais, cabendo às autoridades nacionais essa apreciação.

Entre os fatores apontados estão limites de tensão diferenciados, baixa carga nas linhas, falhas em sistemas de proteção e insuficiências no controlo dinâmico da tensão. O relatório enfatiza que o evento é único pela sua combinação de causas.

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