- A REN disse que as recomendações do Expert Panel da ENTSOE não são novidades para Portugal, com a maioria já implementada ou em implementação.
- O relatório, aprovado por unanimidade, confirma que a crise teve origem em Espanha e propagou-se ao Sistema Elétrico Nacional.
- Entre as sugestões estão o reforço do controlo da tensão e a melhoria da coordenação entre produção, distribuição e transporte de eletricidade.
- Até às 11h33m18 (hora portuguesa), nenhuma fonte de geração em Portugal se desligou, o que indica a origem do apagão.
- O incidente resultou de múltiplos fatores técnicos, sem atribuição de responsabilidades legais, incluindo limites de tensão, baixa carga nas linhas, falhas em proteções e controlo dinâmico da tensão.
A REN afirmou nesta sexta-feira que as recomendações dos peritos europeus que investigaram o apagão ibérico de abril de 2025 não são novidades para Portugal. A maioria das medidas já está implementada ou em implementação.
Segundo a REN, o relatório do Expert Panel da ENTSOE, aprovado por unanimidade com o ACER, confirma o que a empresa sustenta desde o início: a crise teve origem em Espanha e a propagação para o Sistema Elétrico Nacional era inevitável. None das recomendações é novidade para Portugal.
As recomendações, dirigidas a governos, reguladores e entidades europeias, visam reforçar o controlo de tensão e a coordenação entre produção, distribuição e transporte de eletricidade, além de melhorar a gestão da rede. A REN destaca o impacto da transição energética.
Contexto técnico
O documento indica que até as 11h33m18, hora portuguesa, o Sistema Elétrico Espanhol atingiu o ponto de não retorno, provocando a falha que se propagou ao SEN. Em Portugal, nenhum gerador desligou-se da rede até esse momento, segundo o relatório.
Os peritos consideram que o apagão resultou de múltiplos fatores técnicos e não de uma única causa. A avaliação não atribui responsabilidades legais, cabendo às autoridades nacionais essa apreciação.
Entre os fatores apontados estão limites de tensão diferenciados, baixa carga nas linhas, falhas em sistemas de proteção e insuficiências no controlo dinâmico da tensão. O relatório enfatiza que o evento é único pela sua combinação de causas.
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