- A Marinha francesa interceptou o cargueiro Deyna, com pavilhão de Moçambique e vindo de Murmansk, no Mediterrâneo ocidental.
- O ataque foi realizado ao abrigo da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, para verificação da nacionalidade do navio suspeito de arvorar uma bandeira falsa; o exame de documentos levantou dúvidas sobre a legalidade do pavilhão.
- Foi apresentada uma queixa ao Ministério Público de Marselha e o navio foi escoltado até a zona portuária para novas inspeções, com apoio do Reino Unido.
- Um vídeo das forças francesas mostra militares transportados por via aérea para o Deyna, um navio de 250 metros sob sanções da União Europeia.
- Esta é a terceira interceção de alegados navios da frota sombra russa; França e parceiros dizem que visam impedir o financiamento do esforço de guerra russo e intensificar a repressão.
A Marinha francesa informou ter abordado o cargueiro Deyna, com pavilhão de Moçambique e vindo de Murmansk, no noroeste da Rússia. O navio foi parado no Mediterrâneo ocidental, sob alegações de possuir uma bandeira falsa. A operação decorreu na sequência de ações sob a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.
A verificação de documentos revelou dúvidas sobre a legalidade do pavilhão arvorado pelo Deyna. Em consequência, o Ministério Público de Marselha recebeu a queixa e decidiu acompanhar o navio até a inspeção num porto.
A ação ocorreu numa cooperação entre França e Reino Unido, que participou nos procedimentos de fiscalização do cargueiro, que tem 250 metros de comprimento e se encontra sob sanções da União Europeia. A França mantém o escrutínio sobre a frota.
Terceira interceção
Este é o terceiro navio alegadamente ligado à frota sombra russa a ser interceptado pela França, segundo autoridades nacionais. Moscovo é acusado de utilizar estes navios para contornar sanções ligadas à guerra na Ucrânia.
Em setembro anterior, o petroleiro Boracay, também conhecido por Pushpa, foi abordado perto da Bretanha. Em fevereiro, a procuradoria de Brest sugeriu prisão do comandante com multa elevada, ainda sem decisão final.
Em janeiro, o Grinch foi interceptado no Mediterrâneo por indícios de violação de sanções, tendo saído de Murmansk com um pavilhão falso. Esta semana, Paris anunciou a libertação do navio após pagamento de multa pelas autoridades proprietárias.
O almirante Nicolas Vaujour explicou que a frota sombra envolve cerca de mil barcos e que a maioria permanece sob vigilância. Paris pretende enfraquecer o modelo de negócio dos armadores associados à Rússia.
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