- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a situação atual “não está má” e que não esperava números piores no petróleo e gás.
- Trump disse que a intervenção militar pode tornar o mundo mais seguro e que já previa subida dos preços energéticos.
- A ofensiva contra o Irão, lançada a 28 de fevereiro, é apresentada como necessária pelo chefe de Estado norte-americano.
- O preço do barril de Brent subiu para acima de 114 dólares, desde cerca de 72 dólares antes do início dos conflitos.
- O gás natural no mercado europeu TTF valorizou para perto de 67,3 euros por megawatt-hora, num contexto de ataques a infraestruturas energéticas.
Donald Trump minimizou hoje o impacto económico da intervenção militar entre EUA e Israel contra o Irão, afirmando que os números não teriam piorado tanto quanto esperava. A declaração foi feita na Casa Branca, após o início da ofensiva a 28 de fevereiro, que visa conter a escalada regional.
O chefe de Estado disse ainda que a economia vinha a registar um bom desempenho antes do conflito, com preços energéticos baixos, sustentando que a operação era necessária para tornar o mundo mais seguro. Afirmou prever subida dos preços do petróleo, mas considerou que a situação atual não está má.
Paralelamente, os mercados energéticos registaram aumentos relevantes com a intensificação dos combates na região do Golfo. O Brent subiu acima de 114 dólares por barril, mais de 6% acima da sessão anterior, quando rondava os 72 dólares antes da ofensiva.
O gás natural no mercado europeu TTF valorizou mais de 23%, situando-se em cerca de 67,3 euros por megawatto-hora, ante valores anteriores ao contexto de conflito. Os operadores citam incerteza geopolítica como fator crescente de volatilidade.
Ataques recentes contribuíram para a escalada: o bombardeamento de infraestruturas energéticas na região inclui o campo de gás iraniano de South Pars, afetado por ações de forças israelitas, e um ataque iraniano a uma instalação de LNG na Ras Laffan, no Catar.
Os analistas apontam que a combinação de operações militares e ataques a infraestruturas energéticas alimenta uma pressão ainda maior sobre os preços globais de energia, com repercussões para consumidores e mercados.
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