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Relatório aponta queda da liberdade mundial há 20 anos

Relatório conclui que o mundo está menos livre há vinte anos; em 2025, os EUA regrediram entre 54 países, enquanto Portugal manteve-se estável

Sob a Administração Trump, os EUA perderam em 2025 três pontos no índice da Freedom House
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  • O relatório anual da Freedom House indica que, em 2025, houve retrocesso global nas liberdades e direitos por 54 países, incluindo os Estados Unidos; apenas 35 registaram avanços.
  • Portugal manteve a pontuação do ano anterior, em 96, e a Europa continua a ter a maior fatia de países e população classificados como livres.
  • A investigação mostra que a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão e o respeito pelos processos legais foram os indicadores que mais se deterioraram nos últimos vinte anos.
  • Nos Estados Unidos, houve uma queda de três pontos na escala de liberdade, decorrente de impasses legislativos, da maior paralisação do governo e de medidas associadas a avanços anticorrupção discutidos no relatório.
  • A lista principal de países livres é liderada pela Finlândia (100 pontos), seguida pela Suécia, Noruega e Nova Zelândia; os EUA surgem entre os países livres que mais perderam pontos ao longo de duas décadas.

Os Estados Unidos estão entre os 54 países que regrediram nos direitos políticos e liberdades civis em 2025, segundo o relatório anual da Freedom House. Portugal manteve a pontuação estável, sem grandes alterações. O estudo avalia 195 países e conclui que o declínio global já dura há 20 anos.

O relatório intitulado Liberdade no Mundo 2026: A Sombra Crescente da Autocracia indica que apenas 35 nações registaram avanços em 2025, enquanto 54 recuaram. Entre os países com maiores quedas, constam Guiné-Bissau, Tanzânia, Burkina Faso, Madagascar e El Salvador. Síria, Sri Lanka, Bolívia e Gabão tiveram melhorias relativas.

A análise aponta que a liberdade de imprensa, a expressão e o respeito pelas instituições legais foram os aspectos mais afetados, com quedas entre 15% e 17% ao longo de duas décadas. Golpes de Estado, conflitos e repressão institucional são citados como causas centrais.

A guinada mais significativa ocorreu na Guiné-Bissau, que perdeu oito pontos e ficou com 33 de 100. O país viveu um golpe militar em novembro de 2025, com encerramento de instituições democráticas e suspensão de eleições. O relatório descreve ainda consequências para fronteiras e meios de comunicação.

Europa, América e Médio Oriente

Entre as regiões analisadas, a Europa tem o maior peso de países livres, com 81% da população. A América regista 66% de países livres e 72% da população nessa categoria. No Médio Oriente, Israel é o único país livre, com dois classificados como parcialmente livres e dez não livres.

Estados Unidos em foco

Entre os países livres, os EUA estão entre os que mais recuaram no período, com uma queda de 12 pontos ao longo de 20 anos, e uma subida de três pontos em 2025, para 81 na escala de liberdade. O relatório aponta impasses legislativos, evolução do poder executivo e medidas de combate à corrupção como fatores responsáveis pelo recuo.

A nível externo, o documento destaca mudanças na política de ajuda externa e na presença internacional dos EUA, citando cortes de financiamento e o desmantelamento de programas da USAID como exemplos de transformação. O Grupo de 88 países classificados como livres inclui Finlândia, Suécia, Noruega, Nova Zelândia e Portugal. Portugal manteve 96 pontos no ranking.

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