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Perfuração no Mar do Norte não reduz tarifas de energia na Europa

Conflito no Médio Oriente eleva custos de energia na Europa; Brent aproxima-se de 114 dólares e estudo britânico afirma que perfurar no Mar do Norte não reduz as faturas

Navio de abastecimento no campo petrolífero Edvard Grieg, no mar do Norte, na Noruega, em 16 de fevereiro de 2016
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  • O aumento das tensões no Médio Oriente elevou os preços da energia na Europa, com o Brent próximo de 114 dólares por barril e o gás natural europeu a subir 24 por cento.
  • No Reino Unido, há pedidos para reabrir licenças de exploração no Mar do Norte, após o governo ter encerrado esse regime no ano passado, com figuras da direita a pressionar o governo e o líder Keir Starmer a responder.
  • Nigel Farage e o Daily Express intensificaram o apelo a perfurar no Mar do Norte para reduzir a dependência energética, mas o ministro da Energia rejeitou a ideia de que isso reduziria as faturas.
  • Um estudo da Universidade de Oxford conclui que uma transição total para renováveis permitiria poupar até 441 libras por agregado familiar por ano, em comparação com ganhos de apenas 16 a 82 libras com mais exploração fóssil.
  • Os autores destacam que as poupanças com renováveis dependem de investimento inicial e subsídios, que devem beneficiar especialmente agregados de baixos rendimentos, e que o petróleo e o gás do Mar do Norte são finitos, com esgotamento estimado por volta de 2040.

O aumento do conflito no Médio Oriente alimenta pedidos para o retorno das licenças de exploração no Mar do Norte, com o argumento de reforçar a segurança energética. A pressão chega a partir de vozes pró-exploração no Reino Unido.

Atualmente, opositores apontam que a perfuração no Mar do Norte não reduzirá as faturas energéticas. Dados de estudos independentes questionam a eficácia dessas medidas para trocas a curto prazo.

Energia e custos na Europa

Ontem, o preço do petróleo Brent subiu, aproximando-se de 114 dólares por barril, enquanto o gás natural na UE disparou no índice TTF, refletindo a tensão geopolítica. Países europeus enfrentam volatilidade e incerteza.

Um estudo da Transport & Environment aponta que, com o barril acima de 100 dólares, as faturas podem ganhar um prémio geopolítico diário de dezenas de milhões de euros. A análise compara cenários com renováveis versus fósseis.

Mar do Norte e políticas no Reino Unido

No Reino Unido, o governo encerrou a concessão de novas licenças de exploração no ano passado, o que desmonta a narrativa de retorno rápido à produção. Ainda assim, há pressão política para reabrir licenciamentos.

Figuras políticas, como Nigel Farage, pedem a reabertura de licenças para reduzir dependência energética. O Governo, contudo, sustenta que petróleo e gás continuarão no mix energético por anos.

Renováveis vs petróleo: o custo real

Uma análise da Universidade de Oxford conclui que ter o Reino Unido 100% renovável pouparia até 441 libras por agregado anual, frente a poupanças de apenas 16 a 82 libras com mais perfuração.

Os autores dizem que a ideia de esgotar o Mar do Norte para segurança energética é irrealista. A transição para energia limpa exige investimento inicial e subsídios para habitações de baixos rendimentos.

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