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Ormuz paralisado: Itália condena ataques iranianos e pede reabertura do estreito

Seis países, incluindo a Itália, condenam ataques iranianos, pedem a reabertura do Estreito de Ormuz e reforçam medidas para estabilizar os mercados de energia

Petroleiro de pavilhão liberiano chegou ao porto de Bombaim, na Índia, depois de atravessar o Estreito de Ormuz, 12 de março de 2026
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  • Itália, Reino Unido, França, Alemanha, os Países Baixos e o Japão condenam os ataques iranianos a navios no Golfo e o encerramento de facto do Estreito de Ormuz, pedindo cessação imediata das ações.
  • A declaração sustenta que a liberdade de navegação é fundamental no direito internacional e alerta que as ações do Irão afetam pessoas em todo o mundo, representando ameaça à paz e à segurança.
  • Os seis governos dizem estar dispostos a contribuir para garantir passagem segura pelo Estreito e apoiam iniciativas para reabrir a passagem.
  • No domínio energético, é apoiada a decisão da Agência Internacional da Energia de liberar reservas estratégicas para conter a volatilidade dos preços, com medidas adicionais para estabilizar os mercados.
  • O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, afirma que o documento é político, não militar, defendendo diálogo; o governo italiano anunciou cortes de 25 cêntimos por litro nos combustíveis por vinte dias.

Numa declaração conjunta, Itália, Reino Unido, França, Alemanha, Países Baixos e Japão condenaram os ataques iranianos a navios comerciais no Golfo Pérsico e o encerramento de facto do Estreito de Ormuz. O comunicado alerta para impactos nos mercados energéticos globais.

A posição dos seis países exige a cessação imediata das ações de Teerão, incluindo colocação de minas, ataques com drones e mísseis, e qualquer tentativa de bloquear a navegação pelo Estreito. Reafirma a liberdade de navegação como princípio do direito internacional, lembrando a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Condenação veemente dos ataques e apoio a abrir passagem segura pelo Estreito de Ormuz marcam a declaração, segundo os signatários. Afirmam que as consequências afetam pessoas em todo o mundo, especialmente os mais vulneráveis, e que a perturbação das cadeias de abastecimento de energia é uma ameaça à paz.

Condenação e Pedidos

Os governos signatários declaram-se dispostos a contribuir para esforços que garantam a passagem segura no Estreito. Apoiadas estão ações para contrabalançar a volatilidade de preços, incluindo a libertação coordenada de reservas estratégicas de petróleo, autorizada pela Agência Internacional de Energia.

Outras medidas incluem cooperação com países produtores para aumentar produção e apoio aos países mais afetados, através de mecanismos da ONU e de instituições financeiras internacionais, visando evitar crise humanitária e social ligada ao choque energético.

O documento é apresentado como político, não militar, conforme afirmou o ministro italiano dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, no programa Tagadà. O chefe da diplomacia italiana pediu diálogo e advertiu que não está prevista participação em operações de combate.

Tajani adianta a possibilidade de participação em uma eventual missão da ONU para assegurar a travessia de Ormuz, mas rejeita qualquer envolvimento na guerra ou no confronto direto. A posição mantém a linha de evitar escaladas militares no mediático estreito.

Na quarta-feira, o governo italiano anunciou cortes de 25 cêntimos por litro no combustível, válido durante 20 dias, para mitigar impactos da crise no Médio Oriente. O preço do crude já reagiu, subindo para cerca de 110 dólares por barril.

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