Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mário Ferreira julgado no Porto por fraude fiscal

No Porto, Mário Ferreira é julgado por fraude fiscal ligada à compra do navio Atlântida, com alegado prejuízo superior a um milhão de euros ao Estado

Mário Ferreira
0:00
Carregando...
0:00
  • O empresário Mário Ferreira está a ser julgado, no Porto, por fraude fiscal qualificada relacionada com a compra do navio Atlântida, em 2014, pelos Estaleiros de Viana, por 8,75 milhões de euros.
  • O processo envolve também as empresas Mystic Cruises e Valens Private Equity, relacionadas com a operação de venda do Atlântida entre 2015 e uma empresa criads em Malta.
  • A Mystic Cruises vendeu a embarcação por 11 milhões de euros e, dias depois, o navio foi adquirido pela Hurtigruten, na Noruega, por 17 milhões de euros.
  • O Ministério Público sustenta que a empresa criada em Malta foi instrumental para declarar menos lucros em Portugal, alegando um ganho de 3,7 milhões de euros e um lesamento ao Estado superior a 1 milhão de euros em IRS.
  • A Justiça já determinou o eventual pagamento de 110 mil euros de juros compensatórios, valor que a defesa contesta, mantendo que não há dívida. Mantém-se a intenção de esclarecer todos os factos.

Mário Ferreira começa hoje a ser julgado no Tribunal de São João Novo, no Porto, por fraude fiscal qualificada. O empresário e fundador do grupo Douro Azul enfrenta o processo, que envolve também as empresas Mystic Cruises e Valens Private Equity. O caso gira em torno da compra do navio Atlântida e de operações posteriores.

Em 2014, Ferreira adquire o Atlântida aos Estaleiros de Viana por 8,75 milhões de euros. Em 2015, a Mystic Cruises vende o navio a uma empresa criada em Malta para esse fim, gerida pelo próprio empresário, por 11 milhões. Dias depois, a embarcação seria vendida à Hurtigruten, na Noruega, por 17 milhões.

O Ministério Público sustenta que a empresa maltesa foi criada meramente para fins instrumentais, sem conteúdo comercial, com o objetivo de reduzir imposto. A investigacão aponta um ganho global de 3,7 milhões, sendo que o Estado teria sido lesado em mais de 1 milhão de euros em IRS. O valor é contestado pela defesa.

O MP solicita o pagamento de 110 mil euros em juros compensatórios, já que consideram a fraude comprovada. A defesa de Mário Ferreira afirma que não existe qualquer dívida devida, mantendo a intenção de esclarecer todos os factos. Ferreira mantém disponibilidade para colaborar com as autoridades.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais