- A Castros Iluminações Festivas está no centro da operação Lumen da Polícia Judiciária e é alvo de investigação.
- A empresa, sediada em Gaia, é suspeita de ter iniciado a instalação de luzes de Natal na Trofa quatro dias antes do prazo limite de apresentação de propostas num concurso público aberto pela câmara, em 2023.
- A operação levou à detenção do administrador e de um funcionário da firma, bem como de Alberto Laplaine Guimarães, secretário-geral da Câmara de Lisboa, e de Carla Salsinha, presidente da União de Associações de Comércio e Serviços.
- Os interrogatórios, conduzidos pelo juiz de instrução criminal Pedro Miguel Vieira, arrancam nesta quinta-feira.
A Castros Iluminações Festivas, empresa de iluminação com base em Gaia, está a ser investigada no âmbito de uma operação da Polícia Judiciária por alegadas irregularidades em contratos públicos. Segundo a investigação, a firma terá começado a montar estruturas de iluminação de Natal na Trofa quatro dias antes do fecho do prazo de apresentação de propostas de um concurso municipal realizado em 2023. A operação Lumen envolve vários domínios de atuação pública e privado, numa abordagem transversal a potenciais casos de corrupção.
AAvis de detenções, a PJ confirmou a detenção de dois dirigentes da Castros Iluminações Festivas: o administrador e um funcionário da empresa. Além disso, foram detidos o secretário-geral da Câmara de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, e a presidente da União de Associações de Comércio e Serviços, Carla Salsinha.
Investigação em curso
As diligências judiciais estão a decorrer sob orientação do juiz de instrução criminal Pedro Miguel Vieira, com interrogatórios que arrancaram na quinta-feira. O objetivo é apurar a existência de eventuais favorecimentos ou condutas que possam ter influenciado o processo de contratação pública.
Este caso insere-se no âmbito da operação Lumen, que está a ser acompanhada pela Polícia Judiciária e pela Procuradoria-Geral da República. As autoridades não disponibilizaram mais detalhes adicionais sobre os factos, nem sobre a abrangência de eventuais contratos afetados.
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