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Ataques no Golfo agravam a escalada do petróleo e gás

Ataques no Golfo elevam Brent para perto de 119 dólares e o gás natural duplicou, pressionando o preço da eletricidade na Europa

Catar tem o principal local de produção de gás natural liquefeito do Mundo
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  • O barril Brent atingou os 119 dólares, subindo mais de 60% desde o início da guerra a 28 de fevereiro, com o preço do gás natural a duplicar no último mês, afectando o mercado de eletricidade europeu.
  • O Irão intensificou ataques a infraestruturas de energia no Golfo, incendiando instalações de gás do Catar e duas refinarias no Kuwait, em retaliação a um ataque israelita.
  • A ofensiva aumenta as restrições de fornecimento globais, agravando o bloqueio do estreito de Ormuz, que mantém cerca de 20% do petróleo e do gás mundiais.
  • A Agência Internacional de Energia divulgou a libertação de até 426 milhões de barris de petróleo das reservas estratégicas, com parte já a entrar no mercado.
  • O Banco Central Europeu prevê cenários de preço alto: até 145 dólares por barril de petróleo no cenário mais severo e até 106 euros por megavatio-hora de gás, com o cenário base a 90 dólares e 50 euros por MWh.

Os preços do petróleo e do gás voltaram a subir após o Irão intensificar ataques contra infraestruturas energéticas no Golfo. Houve incêndios em instalações de gás natural no Catar e em duas refinarias no Kuwait. A subida acompanha o início da ofensiva no Golfo, em resposta a ações de Israel contra infraestruturas iranianas.

O barril Brent atingiu 119 dólares,acima de 60% desde o início da conflitualidade entre Israel e os EUA a 28 de fevereiro. Os níveis são os mais elevados desde 9 de março, quando o preço esteve perto de 120 dólares.

Paralelamente, o gás natural duplicou no último mês, pressionando o custo da eletricidade na Europa, onde o gás determina parte das tarifas. A ofensiva eleva as restrições ao fornecimento global, já afetado pelo bloqueio do estreito de Ormuz, passagem habitual de cerca de 20% do petróleo e do gás mundiais.

Impacto nos recursos energéticos

Especialistas alertam para consequências de longo prazo, uma vez que o campo de gás atingido no Catar é o principal produtor mundial de gás natural liquefeito, respondendo por cerca de um quinto do LNG transportado por mar. A empresa estatal catariana estimou que reparar as instalações pode levar até cinco anos.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos also denunciaram ataques iranianos. A Arábia Saudita já bombeia grandes volumes de petróleo para o Mar Vermelho para contornar o Ormuz, ampliando a pressão sobre as rotas de abastecimento.

Medidas de resposta e cenários

A Agência Internacional de Energia elevou de 400 para até 426 milhões de barris o total de reservas estratégicas prontas para libertação, incluindo 301 milhões de barris de petróleo bruto e 125 milhões de barris de produtos refinados. O envio inicial já começou.

O Banco Central Europeu sondou cenários mais severos: o preço do petróleo poderia chegar a 145 dólares por barril, com o gás a 106 euros por MWh nesse cenário, face a 50 euros por MWh no cenário base.

A Organização Marítima Internacional pediu a criação de um corredor humanitário no Estreito de Ormuz para facilitar a retirada de navios retidos no Golfo Pérsico. A Organização Mundial do Comércio prevê forte desaceleração do comércio mundial de mercadorias, com crescimento de apenas 1,4% caso os custos energéticos permaneçam elevados.

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